Flávio nega irregularidades ao buscar recursos com Vorcaro para financiar filme sobre Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (15), no Rio, que não cometeu irregularidades ao buscar recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que não tinha “nada de errado” pra justificar a aliados ou a qualquer outra pessoa. Dino determina abertura de investigação sobre suposto desvio de emendas destinadas a filmes André Mendonça se reúne com PF após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e dono do Banco Master A declaração foi dada no Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde Flávio participou da entrega de equipamentos financiados por emendas parlamentares pra segurança pública do estado. Pressionado sobre a repercussão a partir dos vazamentos de áudios enviados a Vorcaro, Flávio disse que o projeto foi bancado exclusivamente com dinheiro privado e negou ter obrigação de comunicar aliados políticos sobre a relação com o empresário. "Não tem que justificar nada para ninguém. Foi uma época, lá atrás, em que eu busquei um investidor, quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava entre autoridades, uma pessoa até cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época, porque foram feitos investimentos privados, mais uma vez. Você comprou um carro, tem que falar para todo mundo? Você investiu em alguma coisa, em um rendimento no seu banco, tem que falar para todo mundo?" Questionado sobre o motivo de os pagamentos do filme não terem sido feitos diretamente pelo Banco Master, instituição ligada a Vorcaro, Flávio disse que negociou pessoalmente com o banqueiro, mas afirmou não saber qual empresa foi usada para fazer as transferências. O senador evitou responder sobre os valores envolvidos e tentou deslocar o foco da coletiva para a agenda de segurança pública. Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, que também participou do evento, saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e tentou ligar a divulgação dos áudios a adversários políticos. O deputado também disse que o PL considera o episódio superado e que Flávio explicou internamente que havia uma cláusula de confidencialidade sobre o financiamento do filme e que, por isso, não tratou do assunto antes com integrantes do partido. "Eu fui um dos que perguntei a ele. Ele falou assim: 'Sóstenes, você já tinha me perguntado sobre isso antes?'. Eu falei: 'Não'. E eu tinha uma cláusula de confidencialidade. Então, preventivamente, não falei, porque ninguém me perguntou. Foi simples assim. Entendemos que já é um assunto superado, a gente tem que olhar para frente. A gente sabe que outros ataques virão e temos que nos preparar para esses ataques. Isso é muito comum em período eleitoral. É desespero do governo que aí está, que está vendo que, a cada dia que passa, a candidatura do Flávio se consolida cada vez mais." Na chegada de Flávio ao evento, manifestantes gritaram “pega ladrão” e chamaram o senador de corrupto, em referência ao escândalo envolvendo as mensagens reveladas pelo Intercept Brasil. Mesmo depois dos esclarecimentos, Flávio não detalhou quanto recebeu de Vorcaro nem explicou quais empresas foram usadas na operação financeira do filme. Durante a tarde, ele cumpre agenda em São Paulo.

Flávio nega irregularidades ao buscar recursos com Vorcaro para financiar filme sobre Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (15), no Rio, que não cometeu irregularidades ao buscar recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que não tinha “nada de errado” pra justificar a aliados ou a qualquer outra pessoa. Dino determina abertura de investigação sobre suposto desvio de emendas destinadas a filmes André Mendonça se reúne com PF após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e dono do Banco Master A declaração foi dada no Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde Flávio participou da entrega de equipamentos financiados por emendas parlamentares pra segurança pública do estado. Pressionado sobre a repercussão a partir dos vazamentos de áudios enviados a Vorcaro, Flávio disse que o projeto foi bancado exclusivamente com dinheiro privado e negou ter obrigação de comunicar aliados políticos sobre a relação com o empresário. "Não tem que justificar nada para ninguém. Foi uma época, lá atrás, em que eu busquei um investidor, quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava entre autoridades, uma pessoa até cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época, porque foram feitos investimentos privados, mais uma vez. Você comprou um carro, tem que falar para todo mundo? Você investiu em alguma coisa, em um rendimento no seu banco, tem que falar para todo mundo?" Questionado sobre o motivo de os pagamentos do filme não terem sido feitos diretamente pelo Banco Master, instituição ligada a Vorcaro, Flávio disse que negociou pessoalmente com o banqueiro, mas afirmou não saber qual empresa foi usada para fazer as transferências. O senador evitou responder sobre os valores envolvidos e tentou deslocar o foco da coletiva para a agenda de segurança pública. Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, que também participou do evento, saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e tentou ligar a divulgação dos áudios a adversários políticos. O deputado também disse que o PL considera o episódio superado e que Flávio explicou internamente que havia uma cláusula de confidencialidade sobre o financiamento do filme e que, por isso, não tratou do assunto antes com integrantes do partido. "Eu fui um dos que perguntei a ele. Ele falou assim: 'Sóstenes, você já tinha me perguntado sobre isso antes?'. Eu falei: 'Não'. E eu tinha uma cláusula de confidencialidade. Então, preventivamente, não falei, porque ninguém me perguntou. Foi simples assim. Entendemos que já é um assunto superado, a gente tem que olhar para frente. A gente sabe que outros ataques virão e temos que nos preparar para esses ataques. Isso é muito comum em período eleitoral. É desespero do governo que aí está, que está vendo que, a cada dia que passa, a candidatura do Flávio se consolida cada vez mais." Na chegada de Flávio ao evento, manifestantes gritaram “pega ladrão” e chamaram o senador de corrupto, em referência ao escândalo envolvendo as mensagens reveladas pelo Intercept Brasil. Mesmo depois dos esclarecimentos, Flávio não detalhou quanto recebeu de Vorcaro nem explicou quais empresas foram usadas na operação financeira do filme. Durante a tarde, ele cumpre agenda em São Paulo.