Brasil tem até setembro para provar que não usa antibiótico em animais e voltar a exportar para UE; entenda
O Brasil tem até o dia 3 de setembro para provar que não usa um determinado tipo de antibiótico na cadeia produtiva animal, para conseguir voltar a relação de países que podem exportar para a União Europeia. O bloco suspendeu o Brasil no dia 12 de maio, praticamente dez dias após a assinatura oficial do acordo entre Mercosul e União Europeia. Esse é um mercado que gira em torno de 1,8 bilhão de dólares ao ano, esse é um montante de proteína animal que o Brasil exporta por ano para a União Europeia. Entre os itens estão a carne bovina, suína, aves, pescados, leite, mel, ovos, derivados. A regra na União Europeia é o seguinte: desde 2019 o bloco decidiu banir o uso de antibióticos para o crescimento do animal com o objetivo de evitar a resistência humana a antibióticos. A discussão que envolve o Brasil é o uso da monensina como um aditivo para o crescimento do animal. Bruno Capuz, pesquisador do INSPER Agro Global, explica o porquê disso. 'Ela é um modulador de fermentação animal, ela é para tratar questões gastrointestinais do animal, é uma substância veterinária, o uso veterinário dela não está proibido, ela é uma substância que a União Europeia usa, que a União Europeia autoriza a utilizar. O que está proibido é o uso da monensina como um suplemento alimentar, que ela também pode ser usada e ela é utilizada em alguns casos junto à alimentação para induzir o crescimento, para induzir a engorda do animal. Então a monensina veterinária não está proibida, mas a monensina como um aditivo à alimentação está sim proibida e era esse o caso que o Brasil usa como suplemento alimentar'. Ou seja, não é uma questão sanitária e sim de protocolo. Agora o Brasil tem que provar que o animal não usa esse antibiótico desde o nascimento. Um detalhe, um protocolo de não uso é muito mais complicado do que um protocolo que usa, para comprovar que usa uma substância. O porta-voz da direção-geral de comércio da Comissão Europeia, Olaf Gil, e falou que o Brasil, sendo o maior exportador de carne do mundo, ele sabia das regras e agora precisa correr. Isso não é novidade, isso é conhecido há muito tempo e o Brasil, como um dos principais exportadores globais de alimentos, está plenamente ciente disso. 'Mantemos um diálogo constante e construtivo com as autoridades brasileiras e assim que houver comprovação de que os sistemas atendem aos requisitos estabelecidos, as exportações poderão ser retomadas'. O Ministério da Agricultura no Brasil e também a Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar aqui da Comissão Europeia já estão em negociações, não tem nada de novo ainda. A União Europeia é o terceiro maior mercado da carne brasileira, fica atrás de China e Estados Unidos, mas é um mercado considerado premium, que paga bem e que serve muito de vitrine para o Brasil. Um exemplo disso é a produção de pré-saúde, que é uma produção que é muito importante do Norte da Itália, que é um embutido, uma iguaria italiana, que é feita com 95% da carne brasileira.

O Brasil tem até o dia 3 de setembro para provar que não usa um determinado tipo de antibiótico na cadeia produtiva animal, para conseguir voltar a relação de países que podem exportar para a União Europeia. O bloco suspendeu o Brasil no dia 12 de maio, praticamente dez dias após a assinatura oficial do acordo entre Mercosul e União Europeia. Esse é um mercado que gira em torno de 1,8 bilhão de dólares ao ano, esse é um montante de proteína animal que o Brasil exporta por ano para a União Europeia. Entre os itens estão a carne bovina, suína, aves, pescados, leite, mel, ovos, derivados. A regra na União Europeia é o seguinte: desde 2019 o bloco decidiu banir o uso de antibióticos para o crescimento do animal com o objetivo de evitar a resistência humana a antibióticos. A discussão que envolve o Brasil é o uso da monensina como um aditivo para o crescimento do animal. Bruno Capuz, pesquisador do INSPER Agro Global, explica o porquê disso. 'Ela é um modulador de fermentação animal, ela é para tratar questões gastrointestinais do animal, é uma substância veterinária, o uso veterinário dela não está proibido, ela é uma substância que a União Europeia usa, que a União Europeia autoriza a utilizar. O que está proibido é o uso da monensina como um suplemento alimentar, que ela também pode ser usada e ela é utilizada em alguns casos junto à alimentação para induzir o crescimento, para induzir a engorda do animal. Então a monensina veterinária não está proibida, mas a monensina como um aditivo à alimentação está sim proibida e era esse o caso que o Brasil usa como suplemento alimentar'. Ou seja, não é uma questão sanitária e sim de protocolo. Agora o Brasil tem que provar que o animal não usa esse antibiótico desde o nascimento. Um detalhe, um protocolo de não uso é muito mais complicado do que um protocolo que usa, para comprovar que usa uma substância. O porta-voz da direção-geral de comércio da Comissão Europeia, Olaf Gil, e falou que o Brasil, sendo o maior exportador de carne do mundo, ele sabia das regras e agora precisa correr. Isso não é novidade, isso é conhecido há muito tempo e o Brasil, como um dos principais exportadores globais de alimentos, está plenamente ciente disso. 'Mantemos um diálogo constante e construtivo com as autoridades brasileiras e assim que houver comprovação de que os sistemas atendem aos requisitos estabelecidos, as exportações poderão ser retomadas'. O Ministério da Agricultura no Brasil e também a Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar aqui da Comissão Europeia já estão em negociações, não tem nada de novo ainda. A União Europeia é o terceiro maior mercado da carne brasileira, fica atrás de China e Estados Unidos, mas é um mercado considerado premium, que paga bem e que serve muito de vitrine para o Brasil. Um exemplo disso é a produção de pré-saúde, que é uma produção que é muito importante do Norte da Itália, que é um embutido, uma iguaria italiana, que é feita com 95% da carne brasileira.

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