Irã se prepara para conflito prolongado com Israel e ataques contra bases dos EUA, afirma agência
O Irã está preparado para um conflito prolongado com Israel e para ataques contra interesses dos EUA, com todos os preparativos necessários já em andamento, informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, citando uma fonte militar não identificada. A fonte afirmou que qualquer crença por parte de Israel ou dos Estados Unidos de que a resposta do Irã pudesse ser contida por meio de uma estratégia de 'escalada controlada' era um erro de cálculo. Ainda acrescentou que Teerã aumentaria o nível de confronto e punição até que Israel 'se arrependesse de continuar com seus crimes'. O oficial militar também afirmou que Washington não poderia se distanciar das ações de Israel e arcaria com os custos de seu apoio, rejeitando qualquer representação de frentes separadas entre EUA e Israel como 'propaganda e engano'. Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (8) na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países. É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'. 'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses. Homens ao lado de bomba lançada pelo Irã que caiu em território israelense. AHMAD GHARABLI / AFP Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que os Estados Unidos são diretamente responsáveis por qualquer violação do acordo de cessar-fogo de 8 de abril. Ele argumentou que as ações israelenses não podem ser dissociadas da política americana. 'Ninguém acredita que o regime sionista esteja agindo sem coordenação com os Estados Unidos', declarou Baghaei durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que o Comando Central dos EUA apoia Israel tanto em operações ofensivas quanto defensivas e que Washington seria responsável pelas consequências de qualquer escalada na região. Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país. O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã. O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país. Israel realizou ataque ignorando apelo de Trump Bombardeio de Israel no Líbano Foto por KAWNAT HAJU / AFP O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca

O Irã está preparado para um conflito prolongado com Israel e para ataques contra interesses dos EUA, com todos os preparativos necessários já em andamento, informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, citando uma fonte militar não identificada. A fonte afirmou que qualquer crença por parte de Israel ou dos Estados Unidos de que a resposta do Irã pudesse ser contida por meio de uma estratégia de 'escalada controlada' era um erro de cálculo. Ainda acrescentou que Teerã aumentaria o nível de confronto e punição até que Israel 'se arrependesse de continuar com seus crimes'. O oficial militar também afirmou que Washington não poderia se distanciar das ações de Israel e arcaria com os custos de seu apoio, rejeitando qualquer representação de frentes separadas entre EUA e Israel como 'propaganda e engano'. Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (8) na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países. É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'. 'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses. Homens ao lado de bomba lançada pelo Irã que caiu em território israelense. AHMAD GHARABLI / AFP Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que os Estados Unidos são diretamente responsáveis por qualquer violação do acordo de cessar-fogo de 8 de abril. Ele argumentou que as ações israelenses não podem ser dissociadas da política americana. 'Ninguém acredita que o regime sionista esteja agindo sem coordenação com os Estados Unidos', declarou Baghaei durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que o Comando Central dos EUA apoia Israel tanto em operações ofensivas quanto defensivas e que Washington seria responsável pelas consequências de qualquer escalada na região. Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país. O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã. O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país. Israel realizou ataque ignorando apelo de Trump Bombardeio de Israel no Líbano Foto por KAWNAT HAJU / AFP O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca

Comentários (0)
Comentários do Facebook