Ministro iraniano declara que país não irá recuar enquanto Israel 'não for punido'

O ministro da Defesa iraniano, Majid Ebn-e-Reza, declarou que 'enquanto o agressor não for punido', o país não recuará no contexto dos ataques contra Israel. A afirmação, relatada pela agência de notícias ISNA, enfatiza ainda que as Forças Armadas do Irã estão agindo com plena autoridade na direção da defesa do país e contam com o apoio de seu ministério. 'O regime sionista, responsável pelo assassinato de crianças, está hoje mais próximo do declínio e do colapso do que nunca, e a persistência de seus crimes fortaleceu a determinação das nações da região em se opor a esse regime', acrescentou o ministro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (8) na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países. Depois, em outra publicação, Trump afirmou que os dois países buscam o cessar-fogo imediato. 'As negociações finais sobre a “paz” estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um “acordo final” seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente'. É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'. 'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses. Destruição no Líbano após ataques israelenses durante o cessar-fogo. Kawnat Haju/AFP Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país. O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã. Bombardeio de Israel no Líbano Foto por KAWNAT HAJU / AFP O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país. O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca

Ministro iraniano declara que país não irá recuar enquanto Israel 'não for punido'

O ministro da Defesa iraniano, Majid Ebn-e-Reza, declarou que 'enquanto o agressor não for punido', o país não recuará no contexto dos ataques contra Israel. A afirmação, relatada pela agência de notícias ISNA, enfatiza ainda que as Forças Armadas do Irã estão agindo com plena autoridade na direção da defesa do país e contam com o apoio de seu ministério. 'O regime sionista, responsável pelo assassinato de crianças, está hoje mais próximo do declínio e do colapso do que nunca, e a persistência de seus crimes fortaleceu a determinação das nações da região em se opor a esse regime', acrescentou o ministro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (8) na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países. Depois, em outra publicação, Trump afirmou que os dois países buscam o cessar-fogo imediato. 'As negociações finais sobre a “paz” estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um “acordo final” seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente'. É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'. 'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses. Destruição no Líbano após ataques israelenses durante o cessar-fogo. Kawnat Haju/AFP Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país. O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã. Bombardeio de Israel no Líbano Foto por KAWNAT HAJU / AFP O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país. O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca