Irã defende mísseis em vez de diálogo para obter concessões dos EUA

O presidente do parlamento iraniano e chefe da equipe de negociação do país, Mohammad-Bagher Ghalibaf, publicou nas redes sociais que o Irã obtém concessões 'não por meio do diálogo, mas por meio de mísseis'. A declaração ocorre em meio a expectativa de um acordo com os Estados Unidos. Segundo, nas negociações 'nós apenas as explicamos'. Ghalibaf também defendeu que o Irã não confia em 'palavras' e que 'nenhuma ação será tomada antes que a outra parte tome uma ação'. 'O vencedor de qualquer acordo é aquele que estiver mais bem preparado para a guerra no dia seguinte', completou. O presidente do parlamento chegou a realizar algumas declarações públicas mais contundentes contra os Estados Unidos em meio a guerra no Oriente Médio, porém a expectativa de uma proximidade de acordo vinha amenizando as declarações das autoridades. A agência iraniana Tasnim afirmou que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã ainda não foi finalizado. Segundo uma autoridade ouvida pela agência, Teerã ainda não informou aos mediadores do Paquistão que o texto foi concluído. O porta-voz do governo iraniano também declarou que o anúncio oficial será feito apenas quando a proposta estiver definitivamente fechada. Mais cedo, o site norte-americano Axios informou que negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um acordo preliminar para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. De acordo com a publicação, o presidente Donald Trump ainda precisaria dar a aprovação final ao possível entendimento. Se confirmado por Trump e pelo regime iraniano, o avanço representaria o movimento diplomático mais significativo desde o início da guerra, especialmente após a retomada de ataques entre os dois países nos últimos dias. Apesar disso, ainda não se trata de um acordo definitivo. As negociações devem continuar para tentar contemplar as exigências de Trump em relação ao enriquecimento de urânio pelo Irã. No campo militar, o Kuwait afirmou ter sido alvo de um ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã, em mais um episódio de tensão que ameaça o frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril. As Forças Armadas kuwaitianas confirmaram a ofensiva, mas não detalharam quais instalações teriam sido atingidas. Segundo autoridades americanas, os projéteis foram interceptados. O Irã, por sua vez, afirmou ter realizado uma operação de retaliação após novas ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP

Irã defende mísseis em vez de diálogo para obter concessões dos EUA

O presidente do parlamento iraniano e chefe da equipe de negociação do país, Mohammad-Bagher Ghalibaf, publicou nas redes sociais que o Irã obtém concessões 'não por meio do diálogo, mas por meio de mísseis'. A declaração ocorre em meio a expectativa de um acordo com os Estados Unidos. Segundo, nas negociações 'nós apenas as explicamos'. Ghalibaf também defendeu que o Irã não confia em 'palavras' e que 'nenhuma ação será tomada antes que a outra parte tome uma ação'. 'O vencedor de qualquer acordo é aquele que estiver mais bem preparado para a guerra no dia seguinte', completou. O presidente do parlamento chegou a realizar algumas declarações públicas mais contundentes contra os Estados Unidos em meio a guerra no Oriente Médio, porém a expectativa de uma proximidade de acordo vinha amenizando as declarações das autoridades. A agência iraniana Tasnim afirmou que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã ainda não foi finalizado. Segundo uma autoridade ouvida pela agência, Teerã ainda não informou aos mediadores do Paquistão que o texto foi concluído. O porta-voz do governo iraniano também declarou que o anúncio oficial será feito apenas quando a proposta estiver definitivamente fechada. Mais cedo, o site norte-americano Axios informou que negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um acordo preliminar para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. De acordo com a publicação, o presidente Donald Trump ainda precisaria dar a aprovação final ao possível entendimento. Se confirmado por Trump e pelo regime iraniano, o avanço representaria o movimento diplomático mais significativo desde o início da guerra, especialmente após a retomada de ataques entre os dois países nos últimos dias. Apesar disso, ainda não se trata de um acordo definitivo. As negociações devem continuar para tentar contemplar as exigências de Trump em relação ao enriquecimento de urânio pelo Irã. No campo militar, o Kuwait afirmou ter sido alvo de um ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã, em mais um episódio de tensão que ameaça o frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril. As Forças Armadas kuwaitianas confirmaram a ofensiva, mas não detalharam quais instalações teriam sido atingidas. Segundo autoridades americanas, os projéteis foram interceptados. O Irã, por sua vez, afirmou ter realizado uma operação de retaliação após novas ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP