Porta-voz do Irã diz que nenhum acordo com EUA é 'sustentável' caso segurança do Líbano siga ameaçada

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que "nenhum acordo é sustentável" caso a segurança do Líbano esteja ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo (14), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. Vice-presidente iraniano chama acordo com os EUA de apenas o 'primeiro passo' ‘Trump não é capaz de pressionar Israel’, diz especialista sobre credibilidade de acordo entre EUA e Irã O memorando deve ser assinado na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte. Petróleo Na economia, os mercados reagiram bem. As bolsas asiáticas fecharam em alta. No Japão, o índice Nikkei subiu mais de 5%. Na Europa, as bolsas também abriram em valorização, com altas em Frankfurt, Londres e Paris. O preço do petróleo caiu. O barril do tipo Brent recuou 5% e chegou a 82 dólares.

Porta-voz do Irã diz que nenhum acordo com EUA é 'sustentável' caso segurança do Líbano siga ameaçada

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que "nenhum acordo é sustentável" caso a segurança do Líbano esteja ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo (14), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. Vice-presidente iraniano chama acordo com os EUA de apenas o 'primeiro passo' ‘Trump não é capaz de pressionar Israel’, diz especialista sobre credibilidade de acordo entre EUA e Irã O memorando deve ser assinado na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte. Petróleo Na economia, os mercados reagiram bem. As bolsas asiáticas fecharam em alta. No Japão, o índice Nikkei subiu mais de 5%. Na Europa, as bolsas também abriram em valorização, com altas em Frankfurt, Londres e Paris. O preço do petróleo caiu. O barril do tipo Brent recuou 5% e chegou a 82 dólares.