Smartwatch ou anel inteligente: qual vale mais a pena?
Depois dos relógios, uma nova categoria de dispositivos inteligentes para o dia a dia começa a ganhar espaço entre os consumidores brasileiros. Menores, mais discretos e cada vez mais presentes nas redes sociais, os anéis inteligentes prometem monitorar sono, batimentos cardíacos, atividade física e até sinais de recuperação do organismo. Mas será que eles funcionam mesmo e podem substituir os relógios inteligentes? Para o jornalista especializado em tecnologia Thassius Veloso, o principal atrativo está, justamente, na praticidade. "A conveniência, sem sombra de dúvida, é o grande motivo para as pessoas se interessarem por esse formato, porque ele é diferente, menos volumoso e com muita tecnologia. O anel tem a conveniência, principalmente, na hora de dormir, porque nem todo mundo gosta de dormir com relógio. Agora, no conjunto geral, o smartwatch acaba por ter mais espaço, tem a possibilidade de colocar mais sensores e também tem a tela multifuncional. Você recebe as notificações, consegue fazer um exercício de respiração sendo guiado pelo relógio, o que, no anel, não é possível", explica. O mercado oferece opções para diferentes bolsos. Entre os modelos mais conhecidos estão o Oura Ring, referência internacional focada em sono e recuperação; e o Galaxy Ring, da Samsung. Mas há alternativas mais acessíveis de marcas como Amazfit e de fabricantes chineses. Os valores variam entre R$ 200 e R$ 5 mil. Mas nem sempre o menor preço é sinônimo de bom negócio. A jornalista especializada em tecnologia Joy Macedo faz um alerta. "É muito comum encontrar várias marcas, principalmente chinesas, em marketplaces, em sites de importação. E é importante ficar atento, porque você não sabe a procedência muitas vezes, você não sabe para onde os seus dados estão indo, eles não são produtos aprovados pela Anatel para serem comercializados aqui no Brasil, então vale sempre redobrar essa atenção", alerta. Cobrança de assinatura para recursos O preço do aparelho não é o único ponto de atenção. Alguns modelos cobram assinatura para liberar recursos avançados. No caso do Oura Ring, por exemplo, o usuário pode utilizar o anel, que custa em torno de R$ 4 mil, sem mensalidade, mas boa parte das análises e funcionalidades fica restrita. Para ter acesso completo aos dados coletados, é preciso pagar uma assinatura de cerca de 70 dólares (o equivalente a aproximadamente R$ 350, atualmente). O profissional de educação física Diogo Almeida explica que, apesar das diferenças entre os modelos, a proposta é parecida. "Hoje, temos dois modelos em ascensão quando se fala em anéis inteligentes. Um deles é um valor mais elevado, o Oura Ring, mais focado para sono e recuperação. E o outro é o Amazfit L-Ring, mais voltado para o lado fitness. Mesmo tendo menos funções (que o relógio), ele acaba sendo algo mais prático e mais confortável para o dia a dia. Ele não te traz distrações, como o smartwatch, e acaba sendo mais simplificado. Pontos principais são monitoramento de sono, frequência cardíaca, estresse, recuperação... Alguns também trazem ciclos menstruais", diz. Personal trainer e modelo, Talita Rocca comprou um anel inteligente por causa do monitoramento do sono Reprodução/Arquivo pessoal/Talita Rocca Na prática, muita gente acaba usando os dois dispositivos ao mesmo tempo. Foi o caso da personal trainer e modelo Talita Rocca, que comprou um anel inteligente por causa do monitoramento do sono. "O que mais me chamou atenção no Oura Ring foi o lance do sono. Eu não consigo dormir de relógio, foi exatamente por isso que eu comprei o anel. Eu não tiro para nada, só na hora de carregar. Ele sempre te avisa se você está ficando doente, se a sua temperatura corporal não está normal, a oxigenação, o nível de estresse. Continuo usando o meu smartwatch, mas não tiro o meu anel por nada. Só não troco o relógio pelo anel, primeiro, por causa do horário e da previsão do tempo. E, em relação à atividade física, acho o relógio mais assertivo que o anel." Os dados coletados pelos anéis são enviados para um aplicativo, que transforma as informações em relatórios e pontuações diárias sobre sono, prontidão física e recuperação. As informações servem para monitoramento diário, mas especialistas lembram que elas não substituem a avaliação médica através de exames.

Depois dos relógios, uma nova categoria de dispositivos inteligentes para o dia a dia começa a ganhar espaço entre os consumidores brasileiros. Menores, mais discretos e cada vez mais presentes nas redes sociais, os anéis inteligentes prometem monitorar sono, batimentos cardíacos, atividade física e até sinais de recuperação do organismo. Mas será que eles funcionam mesmo e podem substituir os relógios inteligentes? Para o jornalista especializado em tecnologia Thassius Veloso, o principal atrativo está, justamente, na praticidade. "A conveniência, sem sombra de dúvida, é o grande motivo para as pessoas se interessarem por esse formato, porque ele é diferente, menos volumoso e com muita tecnologia. O anel tem a conveniência, principalmente, na hora de dormir, porque nem todo mundo gosta de dormir com relógio. Agora, no conjunto geral, o smartwatch acaba por ter mais espaço, tem a possibilidade de colocar mais sensores e também tem a tela multifuncional. Você recebe as notificações, consegue fazer um exercício de respiração sendo guiado pelo relógio, o que, no anel, não é possível", explica. O mercado oferece opções para diferentes bolsos. Entre os modelos mais conhecidos estão o Oura Ring, referência internacional focada em sono e recuperação; e o Galaxy Ring, da Samsung. Mas há alternativas mais acessíveis de marcas como Amazfit e de fabricantes chineses. Os valores variam entre R$ 200 e R$ 5 mil. Mas nem sempre o menor preço é sinônimo de bom negócio. A jornalista especializada em tecnologia Joy Macedo faz um alerta. "É muito comum encontrar várias marcas, principalmente chinesas, em marketplaces, em sites de importação. E é importante ficar atento, porque você não sabe a procedência muitas vezes, você não sabe para onde os seus dados estão indo, eles não são produtos aprovados pela Anatel para serem comercializados aqui no Brasil, então vale sempre redobrar essa atenção", alerta. Cobrança de assinatura para recursos O preço do aparelho não é o único ponto de atenção. Alguns modelos cobram assinatura para liberar recursos avançados. No caso do Oura Ring, por exemplo, o usuário pode utilizar o anel, que custa em torno de R$ 4 mil, sem mensalidade, mas boa parte das análises e funcionalidades fica restrita. Para ter acesso completo aos dados coletados, é preciso pagar uma assinatura de cerca de 70 dólares (o equivalente a aproximadamente R$ 350, atualmente). O profissional de educação física Diogo Almeida explica que, apesar das diferenças entre os modelos, a proposta é parecida. "Hoje, temos dois modelos em ascensão quando se fala em anéis inteligentes. Um deles é um valor mais elevado, o Oura Ring, mais focado para sono e recuperação. E o outro é o Amazfit L-Ring, mais voltado para o lado fitness. Mesmo tendo menos funções (que o relógio), ele acaba sendo algo mais prático e mais confortável para o dia a dia. Ele não te traz distrações, como o smartwatch, e acaba sendo mais simplificado. Pontos principais são monitoramento de sono, frequência cardíaca, estresse, recuperação... Alguns também trazem ciclos menstruais", diz. Personal trainer e modelo, Talita Rocca comprou um anel inteligente por causa do monitoramento do sono Reprodução/Arquivo pessoal/Talita Rocca Na prática, muita gente acaba usando os dois dispositivos ao mesmo tempo. Foi o caso da personal trainer e modelo Talita Rocca, que comprou um anel inteligente por causa do monitoramento do sono. "O que mais me chamou atenção no Oura Ring foi o lance do sono. Eu não consigo dormir de relógio, foi exatamente por isso que eu comprei o anel. Eu não tiro para nada, só na hora de carregar. Ele sempre te avisa se você está ficando doente, se a sua temperatura corporal não está normal, a oxigenação, o nível de estresse. Continuo usando o meu smartwatch, mas não tiro o meu anel por nada. Só não troco o relógio pelo anel, primeiro, por causa do horário e da previsão do tempo. E, em relação à atividade física, acho o relógio mais assertivo que o anel." Os dados coletados pelos anéis são enviados para um aplicativo, que transforma as informações em relatórios e pontuações diárias sobre sono, prontidão física e recuperação. As informações servem para monitoramento diário, mas especialistas lembram que elas não substituem a avaliação médica através de exames.

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