Irã alerta para navios que travessia no Estreito de Ormuz só pode ser com autorização do país
Apesar do cessar-fogo com os Estados Unidos, a Marinha iraniana alertou nesta quarta-feira (8) os navios ancorados perto de Ormuz que a autorização de Teerã ainda é necessária para atravessar o estreito. 'É necessária a permissão da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica para atravessar o estreito. Qualquer embarcação que tentar passar sem autorização será destruída', segundo uma mensagem de rádio transmitida aos navios e compartilhada com o Wall Street Journal por um dos tripulantes. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter concordado com uma trégua de duas semanas com o Irã sob a condição de uma reabertura 'completa, imediata e segura' de Ormuz. O Irã, no entanto, indicou que pretende continuar exercendo sua influência sobre a rota marítima. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na sexta-feira (10) no Paquistão para negociar um plano de paz definitivo. O convite foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, que intermediou o cessar-fogo de duas semanas fechado nesta terça-feira (7) entre o presidente Donald Trump e o regime iraniano. A trégua foi anunciada 90 minutos antes de expirar o prazo dado pelo presidente americano em que ele ameaçava “exterminar a civilização iraniana” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Os americanos anunciaram a interrupção imediata dos ataques e garantiram que Israel faria o mesmo. Em troca, Teerã anunciou a reabertura da rota estratégica, por onde passa um quinto da produção global de petróleo e gás. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. ALEX BRANDON / POOL / AFP Trump confirmou que recebeu uma proposta de Teerã com 10 pontos, que incluem a permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de todas as sanções americanas. O plano exige o fim das agressões americanas e israelenses; a aceitação do enriquecimento de urânio do Irã; e a revogação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica, relativas ao programa nuclear iraniano. A proposta também cobra “compensação integral” pelos danos da guerra; a retirada de todas as forças de combate americanas das bases no Oriente Médio; e o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. O presidente dos Estados Unidos, que prometia uma vitória incondicional, disse que considera a proposta do Irã uma base viável para negociação. Para o vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, um dos pontos sensíveis nesses 15 dias será o controle sobre o Estreito. Após o anúncio da trégua, as cotações do petróleo despencaram. O preço do barril caiu 18%, da faixa dos US$ 110 para US$ 90. No mercado financeiro, as ações subiram e o dólar caiu. As bolsas asiáticas também estão fechando no positivo. No Japão e na Coreia do Sul, os principais índices subiram mais de 5%. Nesta madrugada, o presidente Donald Trump disse na rede social dele que os Estados Unidos ajudarão o Irã a desafogar o tráfego de navios acumulados no Estreito de Ormuz. Contrariando o discurso apocalíptico de mais cedo, o republicano afirmou que a terça-feira foi “um grande dia para a Paz Mundial”. Em Teerã, manifestantes saíram às ruas para celebrar o acordo e protestar contra os Estados Unidos e Israel. Apesar do anúncio do acordo de cessar-fogo, as forças de Israel mantiveram a ofensiva aérea contra o território persa na madrugada desta quarta-feira (8). Os iranianos também continuaram a disparar mísseis e drones contra Israel, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. Em Abu Dhabi, uma unidade de processamento de gás pegou fogo após ser bombardeada. Em outra frente, Israel voltou a atacar posições do Hezbollah em cidades no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que acatará o cessar-fogo em relação ao Irã, mas manterá a ofensiva contra o Líbano.

Apesar do cessar-fogo com os Estados Unidos, a Marinha iraniana alertou nesta quarta-feira (8) os navios ancorados perto de Ormuz que a autorização de Teerã ainda é necessária para atravessar o estreito. 'É necessária a permissão da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica para atravessar o estreito. Qualquer embarcação que tentar passar sem autorização será destruída', segundo uma mensagem de rádio transmitida aos navios e compartilhada com o Wall Street Journal por um dos tripulantes. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter concordado com uma trégua de duas semanas com o Irã sob a condição de uma reabertura 'completa, imediata e segura' de Ormuz. O Irã, no entanto, indicou que pretende continuar exercendo sua influência sobre a rota marítima. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na sexta-feira (10) no Paquistão para negociar um plano de paz definitivo. O convite foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, que intermediou o cessar-fogo de duas semanas fechado nesta terça-feira (7) entre o presidente Donald Trump e o regime iraniano. A trégua foi anunciada 90 minutos antes de expirar o prazo dado pelo presidente americano em que ele ameaçava “exterminar a civilização iraniana” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Os americanos anunciaram a interrupção imediata dos ataques e garantiram que Israel faria o mesmo. Em troca, Teerã anunciou a reabertura da rota estratégica, por onde passa um quinto da produção global de petróleo e gás. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. ALEX BRANDON / POOL / AFP Trump confirmou que recebeu uma proposta de Teerã com 10 pontos, que incluem a permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de todas as sanções americanas. O plano exige o fim das agressões americanas e israelenses; a aceitação do enriquecimento de urânio do Irã; e a revogação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica, relativas ao programa nuclear iraniano. A proposta também cobra “compensação integral” pelos danos da guerra; a retirada de todas as forças de combate americanas das bases no Oriente Médio; e o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. O presidente dos Estados Unidos, que prometia uma vitória incondicional, disse que considera a proposta do Irã uma base viável para negociação. Para o vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, um dos pontos sensíveis nesses 15 dias será o controle sobre o Estreito. Após o anúncio da trégua, as cotações do petróleo despencaram. O preço do barril caiu 18%, da faixa dos US$ 110 para US$ 90. No mercado financeiro, as ações subiram e o dólar caiu. As bolsas asiáticas também estão fechando no positivo. No Japão e na Coreia do Sul, os principais índices subiram mais de 5%. Nesta madrugada, o presidente Donald Trump disse na rede social dele que os Estados Unidos ajudarão o Irã a desafogar o tráfego de navios acumulados no Estreito de Ormuz. Contrariando o discurso apocalíptico de mais cedo, o republicano afirmou que a terça-feira foi “um grande dia para a Paz Mundial”. Em Teerã, manifestantes saíram às ruas para celebrar o acordo e protestar contra os Estados Unidos e Israel. Apesar do anúncio do acordo de cessar-fogo, as forças de Israel mantiveram a ofensiva aérea contra o território persa na madrugada desta quarta-feira (8). Os iranianos também continuaram a disparar mísseis e drones contra Israel, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. Em Abu Dhabi, uma unidade de processamento de gás pegou fogo após ser bombardeada. Em outra frente, Israel voltou a atacar posições do Hezbollah em cidades no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que acatará o cessar-fogo em relação ao Irã, mas manterá a ofensiva contra o Líbano.

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