Vídeo mostra momento em que passageiros de cruzeiro são informados sobre primeira morte por hantavírus
Um vídeo publicado nas redes sociais, gravado por uma pessoa dentro do navio de cruzeiro MV Hondius, mostra a tripulação sendo informada sobre a primeira morte por hantavírus. No momento do anúncio, o capitão chega a dizer que o 'navio é seguro', sem saber que o número de mortes e contaminados aumentaria. É com muita tristeza que informo que um de nossos passageiros faleceu repentinamente na noite passada', disse o capitão, Jan Dobrogowski, no vídeo gravado em 12 de abril, um dia depois da morte de um holandês de 70 anos, mas antes de se saber que a causa da morte foi o víru. 'Por mais trágico que seja, acreditamos que tenha sido devido a causas naturais. E, segundo o médico, quaisquer que fossem os problemas de saúde que ele enfrentava, não eram contagiosos, então o navio está seguro nesse aspecto'. O capitão disse aos passageiros que mortes 'muito tristes' acontecem no mar, tentando mais uma vez tranquilizá-los de que nada de anormal estava ocorrendo. Outro funcionário do navio informou então aos passageiros que o homem estava em 'cuidados intensivos' antes de falecer. Initial plugin text O turista começou a se sentir mal com febre, dor de cabeça, dor abdominal e diarreia no dia 6 de abril, mais de duas semanas depois de o cruzeiro ter partido da Argentina para a sua expedição de 35 dias. Ele então desenvolveu insuficiência respiratória aguda antes de falecer em 11 de abril. Autoridades argentinas disseram à Associated Press que acreditam que o homem e sua esposa, de 69 anos, contraíram o vírus enquanto observavam pássaros em Ushuaia. Pelo menos seis pessoas estão internadas em diferentes hospitais com o vírus. Três pessoas, incluindo o ex-policial britânico Martin Anstee, foram evacuadas da embarcação na quarta-feira. Anstee foi levado de avião para Amsterdã para receber tratamento. O navio MV Hondius está atualmente a caminho de Tenerife, onde deverá atracar em cerca de três dias. O que é hantavírus? Veja sistomas, formas de contágio e como prevenir Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus. Pippa Low/Divulgação Três pessoas morreram após suspeita de hantavírus em navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina, no final de março, com destino a Cabo Verde, na costa da África, passando pelo Atlântico Sul. A Organização Mundial da Saúde informou que um caso de infecção foi confirmado, e outros cinco suspeitos estão sob investigação. O navio continua isolado em Cabo Verde, com 147 pessoas a bordo. Agora, se avalia exatamente qual é o procedimento que pode ser adotado até a repatriação das pessoas. O comentarista da CBN, Luis Fernando Correia, deu detalhes da doença no Jornal da CBN. Ele explica que o hantavírus é uma família de vírus, um único agente, que existe em dezenas de lugares do mundo com cepas diferentes: "A única coisa que elas têm em comum é que o reservatório natural são roedores silvestres, ratos, camundongo e ratazana, eles carregam o vírus, não adoecem e eliminam esse vírus pela urina, pelas fezes, pela saliva, e o ser humano entra no local frequentado por esses roedores e inala essas partículas. Então existem duas formas dessa doença: uma forma hemorrágica renal, que é mais comum na Europa e na Ásia. Nos Estados Unidos, no Brasil, e em toda a América do Sul, a forma é a mais grave e é uma síndrome cardiopulmonar pelo hantavírus. E é essa forma que a letalidade assusta. Ela pode passar de 40%, se você só fizer o diagnóstico na já no caso mais grave." Luis Fernando Correia explica que o contágio é pela inalação das partículas contaminadas. No entanto, a preocupação da OMS é a contaminação entre humanos, com uma possível variação do vírus, típica da região dos Andes argentinos. "Essa é a preocupação da OMS nesse caso, né? Por quê? Primeiro porque o navio passou pelo local onde isso já aconteceu antes, então tem a possibilidade desse vírus estar naquela região, né? Então, e os pacientes desenvolveram a forma pulmonar grave da doença" Comentarista destaca que, entre as medidas de prevenção, estão o isolamento, o uso de máscaras N95, além de cuidados de higiene. O tratamento, se o paciente estiver na forma grave, já é medida de suporte e terapia intensiva. Luis Fernando Correia explica que o Brasil tem hantavírus, com casos registrados há décadas, principalmente, nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. "Eu fui olhar uma estatística do Ministério da Saúde, de 93 a 2024, o Brasil registrou 2.376 casos de hantaviíus, com 40% de mortes entre esses casos. E aqui, fica um alerta para as pessoas: se você vai fazer uma limpeza de uma área da sua casa que está abandonada, num sítio, um galpão, onde o rato pode estar habitando, faça isso devidamente protegido com uma máscara N95 para evitar a inalação eventual dessas partículas de vírus".

Um vídeo publicado nas redes sociais, gravado por uma pessoa dentro do navio de cruzeiro MV Hondius, mostra a tripulação sendo informada sobre a primeira morte por hantavírus. No momento do anúncio, o capitão chega a dizer que o 'navio é seguro', sem saber que o número de mortes e contaminados aumentaria. É com muita tristeza que informo que um de nossos passageiros faleceu repentinamente na noite passada', disse o capitão, Jan Dobrogowski, no vídeo gravado em 12 de abril, um dia depois da morte de um holandês de 70 anos, mas antes de se saber que a causa da morte foi o víru. 'Por mais trágico que seja, acreditamos que tenha sido devido a causas naturais. E, segundo o médico, quaisquer que fossem os problemas de saúde que ele enfrentava, não eram contagiosos, então o navio está seguro nesse aspecto'. O capitão disse aos passageiros que mortes 'muito tristes' acontecem no mar, tentando mais uma vez tranquilizá-los de que nada de anormal estava ocorrendo. Outro funcionário do navio informou então aos passageiros que o homem estava em 'cuidados intensivos' antes de falecer. Initial plugin text O turista começou a se sentir mal com febre, dor de cabeça, dor abdominal e diarreia no dia 6 de abril, mais de duas semanas depois de o cruzeiro ter partido da Argentina para a sua expedição de 35 dias. Ele então desenvolveu insuficiência respiratória aguda antes de falecer em 11 de abril. Autoridades argentinas disseram à Associated Press que acreditam que o homem e sua esposa, de 69 anos, contraíram o vírus enquanto observavam pássaros em Ushuaia. Pelo menos seis pessoas estão internadas em diferentes hospitais com o vírus. Três pessoas, incluindo o ex-policial britânico Martin Anstee, foram evacuadas da embarcação na quarta-feira. Anstee foi levado de avião para Amsterdã para receber tratamento. O navio MV Hondius está atualmente a caminho de Tenerife, onde deverá atracar em cerca de três dias. O que é hantavírus? Veja sistomas, formas de contágio e como prevenir Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus. Pippa Low/Divulgação Três pessoas morreram após suspeita de hantavírus em navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina, no final de março, com destino a Cabo Verde, na costa da África, passando pelo Atlântico Sul. A Organização Mundial da Saúde informou que um caso de infecção foi confirmado, e outros cinco suspeitos estão sob investigação. O navio continua isolado em Cabo Verde, com 147 pessoas a bordo. Agora, se avalia exatamente qual é o procedimento que pode ser adotado até a repatriação das pessoas. O comentarista da CBN, Luis Fernando Correia, deu detalhes da doença no Jornal da CBN. Ele explica que o hantavírus é uma família de vírus, um único agente, que existe em dezenas de lugares do mundo com cepas diferentes: "A única coisa que elas têm em comum é que o reservatório natural são roedores silvestres, ratos, camundongo e ratazana, eles carregam o vírus, não adoecem e eliminam esse vírus pela urina, pelas fezes, pela saliva, e o ser humano entra no local frequentado por esses roedores e inala essas partículas. Então existem duas formas dessa doença: uma forma hemorrágica renal, que é mais comum na Europa e na Ásia. Nos Estados Unidos, no Brasil, e em toda a América do Sul, a forma é a mais grave e é uma síndrome cardiopulmonar pelo hantavírus. E é essa forma que a letalidade assusta. Ela pode passar de 40%, se você só fizer o diagnóstico na já no caso mais grave." Luis Fernando Correia explica que o contágio é pela inalação das partículas contaminadas. No entanto, a preocupação da OMS é a contaminação entre humanos, com uma possível variação do vírus, típica da região dos Andes argentinos. "Essa é a preocupação da OMS nesse caso, né? Por quê? Primeiro porque o navio passou pelo local onde isso já aconteceu antes, então tem a possibilidade desse vírus estar naquela região, né? Então, e os pacientes desenvolveram a forma pulmonar grave da doença" Comentarista destaca que, entre as medidas de prevenção, estão o isolamento, o uso de máscaras N95, além de cuidados de higiene. O tratamento, se o paciente estiver na forma grave, já é medida de suporte e terapia intensiva. Luis Fernando Correia explica que o Brasil tem hantavírus, com casos registrados há décadas, principalmente, nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. "Eu fui olhar uma estatística do Ministério da Saúde, de 93 a 2024, o Brasil registrou 2.376 casos de hantaviíus, com 40% de mortes entre esses casos. E aqui, fica um alerta para as pessoas: se você vai fazer uma limpeza de uma área da sua casa que está abandonada, num sítio, um galpão, onde o rato pode estar habitando, faça isso devidamente protegido com uma máscara N95 para evitar a inalação eventual dessas partículas de vírus".

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