Israel prorroga até domingo (10) a prisão de ativistas da 'Flotilha de Gaza'

Em uma audiência ocorrida em Ashkelon, na costa israelense, onde o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila estão detidos, a justiça israelense prorrogou até domingo a prisão preventiva dos ativistas da "Flotilha de Gaza" que foram detidos na costa da Grécia. No domingo, o tribunal israelense já havia aprovado uma primeira prorrogação de dois dias da prisão preventiva dos dois. A RFI entrou em contato com a Adalah, organização de direitos humanos em Israel que defende os dois ativistas detidos, que informou que ambos estão sofrendo maus-tratos e abusos psicológicos. Segundo os relatos das advogadas da organização, Thiago Ávila contou ter sido submetido a interrogatórios de até oito horas de duração. Os ativistas são mantidos em isolamento total e suas celas têm iluminação constante de alta intensidade 24 horas por dia, uma prática projetada para induzir privação de sono e causar desorientação. Sobre a abordagem e captura das embarcações em águas internacionais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou à RFI que isso ocorreu devido ao “grande número de embarcações” e “à necessidade de evitar o rompimento de um bloqueio legal”. Israel considera que a ação ocorreu “em conformidade com o direito internacional”. Sobre a acusação de violência contra os ativistas, o ministério disse que são “alegações falsas e infundadas preparadas previamente” e que Thiago Ávila e Saif Abu Keshek “não foram submetidos à tortura em momento algum”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou “estar prestando toda a assistência consular ao brasileiro e acompanhado as audiências na Justiça”.

Israel prorroga até domingo (10) a prisão de ativistas da 'Flotilha de Gaza'

Em uma audiência ocorrida em Ashkelon, na costa israelense, onde o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila estão detidos, a justiça israelense prorrogou até domingo a prisão preventiva dos ativistas da "Flotilha de Gaza" que foram detidos na costa da Grécia. No domingo, o tribunal israelense já havia aprovado uma primeira prorrogação de dois dias da prisão preventiva dos dois. A RFI entrou em contato com a Adalah, organização de direitos humanos em Israel que defende os dois ativistas detidos, que informou que ambos estão sofrendo maus-tratos e abusos psicológicos. Segundo os relatos das advogadas da organização, Thiago Ávila contou ter sido submetido a interrogatórios de até oito horas de duração. Os ativistas são mantidos em isolamento total e suas celas têm iluminação constante de alta intensidade 24 horas por dia, uma prática projetada para induzir privação de sono e causar desorientação. Sobre a abordagem e captura das embarcações em águas internacionais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou à RFI que isso ocorreu devido ao “grande número de embarcações” e “à necessidade de evitar o rompimento de um bloqueio legal”. Israel considera que a ação ocorreu “em conformidade com o direito internacional”. Sobre a acusação de violência contra os ativistas, o ministério disse que são “alegações falsas e infundadas preparadas previamente” e que Thiago Ávila e Saif Abu Keshek “não foram submetidos à tortura em momento algum”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou “estar prestando toda a assistência consular ao brasileiro e acompanhado as audiências na Justiça”.