Por que o Irã voltou a realizar ataques contra Israel? Entenda
A violação do cessar-fogo entre Irã e Israel desencadeou, desde esse domingo (7), ataques contínuos dos países um contra o outro. Alertas de sirenes foram acionados em diversas localidades, mas não há relatos de vítimas ainda. Os iranianos realizaram a primeira leva de bombardeios contra o território israelense, em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para que não tivesse revide, o que não foi atendido pelo governo de Benjamin Netanyahu. Mas, afinal, por que os ataques foram retomados? O Irã afirma ter lançado mísseis contra Israel, pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril, após ter prometido anteriormente uma 'resposta dolorosa e decisiva' aos ataques israelenses contra Beirute, capital do Líbano, no dia anterior. O regime iraniano é aliado do Hezbollah, principal alvo israelense no Líbano. Com isso, havia defendido em diversas ocasiões que um ataque, após cessar-fogo acordado entre Israel e Líbano, resultaria na retomada da guerra. Um homem examina um foguete caído, parcialmente enterrado no solo, nos arredores de Jericó após ataques do Irã contra Israel. AHMAD GHARABLI / AFP A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado nesta segunda-feira (8) que a operação contra Israel 'não é um evento passageiro, mas sim o início de uma semana inteira de ataques contínuos'. No texto ainda acrescenta: 'Ondas de mísseis e drones continuarão a ser lançadas ininterruptamente durante os próximos sete dias, até que o inimigo seja dissuadido e cesse seus crimes. Qualquer ataque ao território iraniano será recebido com uma resposta devastadora e esmagadora, que superará todas as expectativas', completou. Do outro lado, o exército israelense afirma estar preparado para pelo menos mais dias de combates contra o Irã e para uma possível retomada total da guerra, segundo o jornal Times of Israel. As Forças de Defesa de Israel acreditam que os combates continuarão por mais alguns dias, mas também se declaram prontas para um conflito prolongado. Mais detalhes sobre os ataques Homens ao lado de bomba lançada pelo Irã que caiu em território israelense. AHMAD GHARABLI / AFP O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa. Kent NISHIMURA / AFP

A violação do cessar-fogo entre Irã e Israel desencadeou, desde esse domingo (7), ataques contínuos dos países um contra o outro. Alertas de sirenes foram acionados em diversas localidades, mas não há relatos de vítimas ainda. Os iranianos realizaram a primeira leva de bombardeios contra o território israelense, em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para que não tivesse revide, o que não foi atendido pelo governo de Benjamin Netanyahu. Mas, afinal, por que os ataques foram retomados? O Irã afirma ter lançado mísseis contra Israel, pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril, após ter prometido anteriormente uma 'resposta dolorosa e decisiva' aos ataques israelenses contra Beirute, capital do Líbano, no dia anterior. O regime iraniano é aliado do Hezbollah, principal alvo israelense no Líbano. Com isso, havia defendido em diversas ocasiões que um ataque, após cessar-fogo acordado entre Israel e Líbano, resultaria na retomada da guerra. Um homem examina um foguete caído, parcialmente enterrado no solo, nos arredores de Jericó após ataques do Irã contra Israel. AHMAD GHARABLI / AFP A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado nesta segunda-feira (8) que a operação contra Israel 'não é um evento passageiro, mas sim o início de uma semana inteira de ataques contínuos'. No texto ainda acrescenta: 'Ondas de mísseis e drones continuarão a ser lançadas ininterruptamente durante os próximos sete dias, até que o inimigo seja dissuadido e cesse seus crimes. Qualquer ataque ao território iraniano será recebido com uma resposta devastadora e esmagadora, que superará todas as expectativas', completou. Do outro lado, o exército israelense afirma estar preparado para pelo menos mais dias de combates contra o Irã e para uma possível retomada total da guerra, segundo o jornal Times of Israel. As Forças de Defesa de Israel acreditam que os combates continuarão por mais alguns dias, mas também se declaram prontas para um conflito prolongado. Mais detalhes sobre os ataques Homens ao lado de bomba lançada pelo Irã que caiu em território israelense. AHMAD GHARABLI / AFP O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Por causa da quebra do cessar-fogo, o preço do petróleo voltou a subir nas últimas horas. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu quase 5% e está sendo negociado perto dos 100 dólares. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa. Kent NISHIMURA / AFP

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