Paquistão afirma que espera acordo 'em breve' entre EUA e Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, disse nesta quinta-feira (7) que o país esperava 'um acordo em breve' entre Estados Unidos e o Irã para o final da guerra no Oriente Médio. Um cessar-fogo entre os EUA e o Irã tem se mantido desde 8 de abril, mas as negociações presenciais entre os dois países, realizadas no mês passado e organizadas pelo Paquistão, não conseguiram chegar a um acordo mais amplo para pôr fim à guerra que começou em 28 de fevereiro com uma onda devastadora de ataques americanos e israelenses contra o Irã. 'Esperamos que as partes cheguem a uma solução pacífica e sustentável que contribua não só para a paz na nossa região, mas também para a paz internacional', disse Andrabi. No entanto, ele se recusou a fornecer um cronograma. 'O que posso dizer, e isso é algo que já afirmei antes, é que continuamos positivos, continuamos otimistas e esperamos que o acordo seja fechado em breve', disse ele. Questionado se o Paquistão esperava alguma resposta do Irã à última proposta dos EUA até o final do dia, Andrabi disse que 'não comentaria detalhes ou o andamento das mensagens'. Trump ameaça retomar bombardeios ao Irã caso país rejeite acordo mediado pelo Paquistão Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar os bombardeios contra o Irã se o país do Oriente Médio não aceitar um acordo mediado pelo Paquistão para acabar com a guerra. O republicano também afirmou que os Estados Unidos vão pegar o urânio enriquecido de Teerã, material ligado ao desenvolvimento de armas nucleares e um dos principais impasses nas negociações de um tratado de paz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que o país ainda analisa a última proposta de Washington, com 14 pontos. Um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, minimizou as notícias de que um acordo está próximo e fez ameaças aos Estados Unidos, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho". As negociações entre os dois lados continuam de forma indireta. Em meio às tratativas, o Centro de Comando americano anunciou um ataque a um petroleiro iraniano que navegava pelo Golfo de Omã nesta quarta (06) e informou que o bloqueio contra navios do Irã que tentam entrar ou sair de portos na região do Estreito de Ormuz permanece em "pleno vigor". A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana destacou que o Estreito foi liberado para navegação "segura" em um comunicado. A iniciativa ocorreu depois de Trump ter anunciado uma pausa na escolta de navios na região. Já o Exército de Israel realizou nesta quarta o primeiro ataque nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. Segundo as forças israelenses, o alvo da ofensiva era um comandante do grupo Hezbollah.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, disse nesta quinta-feira (7) que o país esperava 'um acordo em breve' entre Estados Unidos e o Irã para o final da guerra no Oriente Médio. Um cessar-fogo entre os EUA e o Irã tem se mantido desde 8 de abril, mas as negociações presenciais entre os dois países, realizadas no mês passado e organizadas pelo Paquistão, não conseguiram chegar a um acordo mais amplo para pôr fim à guerra que começou em 28 de fevereiro com uma onda devastadora de ataques americanos e israelenses contra o Irã. 'Esperamos que as partes cheguem a uma solução pacífica e sustentável que contribua não só para a paz na nossa região, mas também para a paz internacional', disse Andrabi. No entanto, ele se recusou a fornecer um cronograma. 'O que posso dizer, e isso é algo que já afirmei antes, é que continuamos positivos, continuamos otimistas e esperamos que o acordo seja fechado em breve', disse ele. Questionado se o Paquistão esperava alguma resposta do Irã à última proposta dos EUA até o final do dia, Andrabi disse que 'não comentaria detalhes ou o andamento das mensagens'. Trump ameaça retomar bombardeios ao Irã caso país rejeite acordo mediado pelo Paquistão Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar os bombardeios contra o Irã se o país do Oriente Médio não aceitar um acordo mediado pelo Paquistão para acabar com a guerra. O republicano também afirmou que os Estados Unidos vão pegar o urânio enriquecido de Teerã, material ligado ao desenvolvimento de armas nucleares e um dos principais impasses nas negociações de um tratado de paz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que o país ainda analisa a última proposta de Washington, com 14 pontos. Um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, minimizou as notícias de que um acordo está próximo e fez ameaças aos Estados Unidos, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho". As negociações entre os dois lados continuam de forma indireta. Em meio às tratativas, o Centro de Comando americano anunciou um ataque a um petroleiro iraniano que navegava pelo Golfo de Omã nesta quarta (06) e informou que o bloqueio contra navios do Irã que tentam entrar ou sair de portos na região do Estreito de Ormuz permanece em "pleno vigor". A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana destacou que o Estreito foi liberado para navegação "segura" em um comunicado. A iniciativa ocorreu depois de Trump ter anunciado uma pausa na escolta de navios na região. Já o Exército de Israel realizou nesta quarta o primeiro ataque nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. Segundo as forças israelenses, o alvo da ofensiva era um comandante do grupo Hezbollah.

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