Mesmo liderando corrida ao Senado, Castro recebeu as piores notícias da Quaest, avalia especialista
Mesmo liderando numericamente a corrida ao Senado, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do PL, foi quem recebeu as piores notícias da pesquisa Genial/Quaest. A avaliação é do professor e cientista político Josué Medeiros, coordenador o Obervatório Político Eleitoral. Para ele, o levantamento reforça a força do ex-prefeito Eduardo Paes na disputa pelo governo estadual, ao mesmo tempo em que indica que o cenário ainda está em aberto, especialmente pelo potencial de crescimento do deputado Douglas Ruas, que tem alto índice de desconhecimento e pode se beneficiar de alianças políticas, incluindo o apoio do senador Flávio Bolsonaro. “A pesquisa foi boa para o Eduardo Paes porque ele aparece liderando com possibilidade de vitória no primeiro turno, mas ela mantém viva a candidatura do Douglas Ruas, que ainda tem muito espaço para crescer com apoio político e construção de campanha”, avaliou Medeiros. No caso de Castro, o cenário é considerado mais delicado. Embora lidere com 12% das intenções de voto ao Senado, ele está inelegível, enfrenta queda de 15 pontos na avaliação do governo e, segundo o especialista, pode sofrer com o chamado voto útil. Isso porque parte do eleitorado tende a migrar para candidatos com maiores chances de assumir o cargo. Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, castro poderia concorrer hoje numa candidatura sub judice, ou seja, que ainda dependeria de validação da justiça eleitoral. Por isso, corre a chance de, mesmo eleito, não ter autorização para tomar posse. “Ele está inelegível. E a pesquisa, além de não mostrá-lo disparado na frente como candidato ao Senado, indica que o governo dele perdeu 15 pontos na avaliação. Ele teve um auge de popularidade após aquela operação policial, que foi uma chacina, e já se alertava que aquilo poderia ser fogo de palha. A melhora na avaliação dele não se sustentaria, porque essa memória passaria, enquanto a situação da segurança continuaria a mesma, podendo, inclusive, se voltar contra ele. Além dessa queda na avaliação, há ainda o fato de que o eleitor sabe, na hora de votar, que ele pode ganhar e não levar. Isso tende a estimular o voto útil em outros candidatos ao Senado, provocando uma migração de votos e o risco de desidratação da candidatura até outubro.” Na sequência da disputa aparecem Benedita da Silva, com 10%, e Felipe Curi, com 6%. Em um cenário sem Castro, Benedita lideraria com 11%, seguida por Marcelo Crivella, com 8%, tecnicamente empatado com Curi, que teria 7%, e Márcio Canella, com 6%. Especialistas também apontam que a saída de Castro do governo deixando um vácuo de sucessão pode ter pesado na opinião dos eleitores.

Mesmo liderando numericamente a corrida ao Senado, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do PL, foi quem recebeu as piores notícias da pesquisa Genial/Quaest. A avaliação é do professor e cientista político Josué Medeiros, coordenador o Obervatório Político Eleitoral. Para ele, o levantamento reforça a força do ex-prefeito Eduardo Paes na disputa pelo governo estadual, ao mesmo tempo em que indica que o cenário ainda está em aberto, especialmente pelo potencial de crescimento do deputado Douglas Ruas, que tem alto índice de desconhecimento e pode se beneficiar de alianças políticas, incluindo o apoio do senador Flávio Bolsonaro. “A pesquisa foi boa para o Eduardo Paes porque ele aparece liderando com possibilidade de vitória no primeiro turno, mas ela mantém viva a candidatura do Douglas Ruas, que ainda tem muito espaço para crescer com apoio político e construção de campanha”, avaliou Medeiros. No caso de Castro, o cenário é considerado mais delicado. Embora lidere com 12% das intenções de voto ao Senado, ele está inelegível, enfrenta queda de 15 pontos na avaliação do governo e, segundo o especialista, pode sofrer com o chamado voto útil. Isso porque parte do eleitorado tende a migrar para candidatos com maiores chances de assumir o cargo. Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, castro poderia concorrer hoje numa candidatura sub judice, ou seja, que ainda dependeria de validação da justiça eleitoral. Por isso, corre a chance de, mesmo eleito, não ter autorização para tomar posse. “Ele está inelegível. E a pesquisa, além de não mostrá-lo disparado na frente como candidato ao Senado, indica que o governo dele perdeu 15 pontos na avaliação. Ele teve um auge de popularidade após aquela operação policial, que foi uma chacina, e já se alertava que aquilo poderia ser fogo de palha. A melhora na avaliação dele não se sustentaria, porque essa memória passaria, enquanto a situação da segurança continuaria a mesma, podendo, inclusive, se voltar contra ele. Além dessa queda na avaliação, há ainda o fato de que o eleitor sabe, na hora de votar, que ele pode ganhar e não levar. Isso tende a estimular o voto útil em outros candidatos ao Senado, provocando uma migração de votos e o risco de desidratação da candidatura até outubro.” Na sequência da disputa aparecem Benedita da Silva, com 10%, e Felipe Curi, com 6%. Em um cenário sem Castro, Benedita lideraria com 11%, seguida por Marcelo Crivella, com 8%, tecnicamente empatado com Curi, que teria 7%, e Márcio Canella, com 6%. Especialistas também apontam que a saída de Castro do governo deixando um vácuo de sucessão pode ter pesado na opinião dos eleitores.

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