Irã chama de 'blefe' a ameaça de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz

O Irã rejeitou as últimas ameaças de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz chamando de um 'blefe', determinando o presidente americano a 'respeitar o povo iraniano', de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial Iranian Student News Agency. 'Se vocês querem que as condições melhorem, respeitem o povo iraniano, aceitem a derrota e não busquem na mesa de negociações o que não conseguiram alcançar na guerra' disse Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Irã, em resposta aos comentários de Trump. 'Podemos revelar outras cartas que ainda não usamos no jogo', continuou. O Exército dos Estados Unidos promete bloquear nesta segunda-feira (13) o Estreito de Ormuz e todos os portos iranianos, a partir das 11h, pelo horário de Brasília. A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão. No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo. Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares. Irã aceitou diluição de urânio como 'boa vontade', mas EUA desistiram de acordo, diz autoridade iraniana Usina nuclear de Bushehr, no Irã. Planet Labs PBC/Divulgação O vice-presidente do parlamento iraniano afirmou nesta segunda-feira (13) que o Irã havia concordado em diluir 450 quilos de urânio enriquecido como um 'gesto de boa vontade', mas os Estados Unidos posteriormente desistiram do acordo. Ali Nikzad afirmou que um consórcio deveria ser formado dentro do Irã para diluir o urânio com a participação dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Ele também disse que os Estados Unidos propuseram a criação de um regime jurídico para o Estreito de Ormuz que incluiria um papel americano. 'Vocês não têm nada a ver com o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico', complementou ele ao site Iran Internacional, se referindo aos EUA.

Irã chama de 'blefe' a ameaça de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz

O Irã rejeitou as últimas ameaças de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz chamando de um 'blefe', determinando o presidente americano a 'respeitar o povo iraniano', de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial Iranian Student News Agency. 'Se vocês querem que as condições melhorem, respeitem o povo iraniano, aceitem a derrota e não busquem na mesa de negociações o que não conseguiram alcançar na guerra' disse Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Irã, em resposta aos comentários de Trump. 'Podemos revelar outras cartas que ainda não usamos no jogo', continuou. O Exército dos Estados Unidos promete bloquear nesta segunda-feira (13) o Estreito de Ormuz e todos os portos iranianos, a partir das 11h, pelo horário de Brasília. A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão. No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo. Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares. Irã aceitou diluição de urânio como 'boa vontade', mas EUA desistiram de acordo, diz autoridade iraniana Usina nuclear de Bushehr, no Irã. Planet Labs PBC/Divulgação O vice-presidente do parlamento iraniano afirmou nesta segunda-feira (13) que o Irã havia concordado em diluir 450 quilos de urânio enriquecido como um 'gesto de boa vontade', mas os Estados Unidos posteriormente desistiram do acordo. Ali Nikzad afirmou que um consórcio deveria ser formado dentro do Irã para diluir o urânio com a participação dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Ele também disse que os Estados Unidos propuseram a criação de um regime jurídico para o Estreito de Ormuz que incluiria um papel americano. 'Vocês não têm nada a ver com o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico', complementou ele ao site Iran Internacional, se referindo aos EUA.