Casa Branca afirma que negociações com Irã seguem bem, mas que acordo só sairia com garantia nuclear

A Casa Branca informou nesta quarta-feira (27) à rede de TV árabe Al Jazeera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, só aceitaria um acordo que atendesse aos interesses do povo americano e garantisse que o Irã não obtivesse uma arma nuclear. A Casa Branca afirmou que Trump deixou claras suas linhas vermelhas e disse que as negociações estavam indo bem. Os comentários surgiram em meio à divulgação de supostos detalhes de um memorando de entendimento com Washington por parte de autoridades e parlamentares iranianos, incluindo disposições sobre o Estreito de Ormuz, sanções, financiamento para a reconstrução e o programa nuclear iraniano. Do outro lado, o vice-chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri, afirmou que a questão do estoque iraniano enriquecido 'não deve estar na agenda das negociações com os Estados Unidos para um acordo sobre o fim da guerra'. 'Expressamos claramente nossa posição e, se os Estados Unidos quiserem discutir os detalhes da questão, não chegaremos a nenhuma conclusão, pois as divergências são muito grandes', acrescentou Bagheri, que está em visita à Rússia, de acordo com a agência IRNA. Após realização de declarações públicas prometendo resposta e que nenhuma violação de cessar-fogo ficaria impune, com o ataque dos Estados Unidos, o Irã recuou nesta quarta-feira (27), afirmando que a retomada da guerra é 'pouco provável'. A afirmação foi de um responsável pelas forças navais da Guarda Revolucionária, citado pela agência Tasnim. Segundo ele, essa avaliação se baseia na 'fraqueza do inimigo', mesmo com o Irã mantendo alerta frequente através de suas forças armadas para eventuais ataques americanos. Autoridade afirma que, em acordo de paz, EUA pagariam US$ 300 bi em programa de reconstrução do Irã Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Iranian Red Crescent / AFP O parlamentar iraniano Meysam Zohourian afirmou nesta quarta-feira (27) que o esboço atual de um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos inclui o levantamento do bloqueio naval dos EUA em 30 dias, a retirada das forças americanas das áreas ao redor do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã dentro do mesmo período. Zohourian, secretário da Comissão Econômica do Parlamento, escreveu nas redes sociais que o esboço também inclui a declaração do fim da guerra, inclusive no Líbano, um compromisso de ambos os lados de não usar a força um contra o outro e o respeito à soberania e integridade territorial de cada um. Ele afirmou que um acordo final estaria sujeito a um período de 60 dias, que poderia ser prorrogado por mútuo consentimento. Segundo Zohourian, a proposta inclui um programa de reconstrução de US$ 300 bilhões para o Irã, caso um acordo final seja assinado, além do fim das sanções primárias e secundárias dos EUA, conforme um cronograma estabelecido. Ele afirmou que a seção nuclear abrange a não construção de armas nucleares pelo Irã e a criação de uma estrutura mutuamente aceitável para o destino dos estoques de urânio, o enriquecimento e todas as questões relacionadas ao programa nuclear de Teerã em um acordo final. Zohourian acrescentou que o esboço inclui o congelamento do programa nuclear iraniano em troca de Washington não aumentar as sanções durante o período de negociação. Ele afirmou que outras disposições incluem isenções para as vendas de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e serviços relacionados, bem como a liberação gradual dos fundos bloqueados do Irã pelos Estados Unidos, caso as negociações avancem.

Casa Branca afirma que negociações com Irã seguem bem, mas que acordo só sairia com garantia nuclear

A Casa Branca informou nesta quarta-feira (27) à rede de TV árabe Al Jazeera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, só aceitaria um acordo que atendesse aos interesses do povo americano e garantisse que o Irã não obtivesse uma arma nuclear. A Casa Branca afirmou que Trump deixou claras suas linhas vermelhas e disse que as negociações estavam indo bem. Os comentários surgiram em meio à divulgação de supostos detalhes de um memorando de entendimento com Washington por parte de autoridades e parlamentares iranianos, incluindo disposições sobre o Estreito de Ormuz, sanções, financiamento para a reconstrução e o programa nuclear iraniano. Do outro lado, o vice-chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri, afirmou que a questão do estoque iraniano enriquecido 'não deve estar na agenda das negociações com os Estados Unidos para um acordo sobre o fim da guerra'. 'Expressamos claramente nossa posição e, se os Estados Unidos quiserem discutir os detalhes da questão, não chegaremos a nenhuma conclusão, pois as divergências são muito grandes', acrescentou Bagheri, que está em visita à Rússia, de acordo com a agência IRNA. Após realização de declarações públicas prometendo resposta e que nenhuma violação de cessar-fogo ficaria impune, com o ataque dos Estados Unidos, o Irã recuou nesta quarta-feira (27), afirmando que a retomada da guerra é 'pouco provável'. A afirmação foi de um responsável pelas forças navais da Guarda Revolucionária, citado pela agência Tasnim. Segundo ele, essa avaliação se baseia na 'fraqueza do inimigo', mesmo com o Irã mantendo alerta frequente através de suas forças armadas para eventuais ataques americanos. Autoridade afirma que, em acordo de paz, EUA pagariam US$ 300 bi em programa de reconstrução do Irã Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Iranian Red Crescent / AFP O parlamentar iraniano Meysam Zohourian afirmou nesta quarta-feira (27) que o esboço atual de um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos inclui o levantamento do bloqueio naval dos EUA em 30 dias, a retirada das forças americanas das áreas ao redor do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã dentro do mesmo período. Zohourian, secretário da Comissão Econômica do Parlamento, escreveu nas redes sociais que o esboço também inclui a declaração do fim da guerra, inclusive no Líbano, um compromisso de ambos os lados de não usar a força um contra o outro e o respeito à soberania e integridade territorial de cada um. Ele afirmou que um acordo final estaria sujeito a um período de 60 dias, que poderia ser prorrogado por mútuo consentimento. Segundo Zohourian, a proposta inclui um programa de reconstrução de US$ 300 bilhões para o Irã, caso um acordo final seja assinado, além do fim das sanções primárias e secundárias dos EUA, conforme um cronograma estabelecido. Ele afirmou que a seção nuclear abrange a não construção de armas nucleares pelo Irã e a criação de uma estrutura mutuamente aceitável para o destino dos estoques de urânio, o enriquecimento e todas as questões relacionadas ao programa nuclear de Teerã em um acordo final. Zohourian acrescentou que o esboço inclui o congelamento do programa nuclear iraniano em troca de Washington não aumentar as sanções durante o período de negociação. Ele afirmou que outras disposições incluem isenções para as vendas de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e serviços relacionados, bem como a liberação gradual dos fundos bloqueados do Irã pelos Estados Unidos, caso as negociações avancem.