Itália suspende acordo de defesa com Israel, anuncia primeira-ministra

A Itália está suspendendo seu acordo de defesa com Israel, revelou nesta terça-feira (14) a primeira-ministra Giorgia Meloni. Segundo ela, 'considerando a situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel'. A informação foi revelada a repórteres durante uma visita a um festival de vinhos em Verona. Desde os ataques israelenses em Gaza, italianos saíram em massa para as ruas para denunciar Israel, e o governo de direita de Meloni tem sofrido pressão devido à sua posição sobre o conflito. Em setembro, ela afirmou na ONU que a Itália apoiaria algumas sanções da União Europeia contra Israel devido à guerra na Faixa de Gaza, dizendo que as ações de Israel haviam ultrapassado um limite, 'violando normas humanitárias e causando um massacre de civis'. Durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, a Itália se recusou a permitir que algumas aeronaves americanas, que se dirigiam ao Oriente Médio em missão de combate, pousassem em sua base de Sigonella, segundo uma fonte do Ministério da Defesa e a imprensa italiana. Representantes de Israel e do Líbano se reúnem nesta terça-feira para discutir cessar-fogo Destruição de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel. AFP Representantes de Israel e do Líbano se reúnem, nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos para discutir um cessar-fogo. O encontro entre embaixadores dos dois países acontece em Washington e é visto como parte central das tentativas de ampliar a trégua já firmada entre Estados Unidos e Irã e sofre pressão internacional. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, reforçou que a destruição no Líbano é "intolerável" e ainda pode sair pela culatra, aumentando a influência do Hezbollah dentro do país. A Alemanha também defendeu o avanço das negociações diretas entre Israel e Líbano. Apesar da pressão, os ataques continuam. Nas últimas horas, bombardeios israelenses atingiram diferentes regiões do Líbano e mataram ao menos dez pessoas. Os ataques de Israel já causaram mais de duas mil mortes, segundo o Ministério da Saúde libanês. Em resposta, o Hezbollah afirma ter lançado foguetes e drones contra posições israelenses, incluindo bases de artilharia e instalações militares. Na economia, a cotação do barril do petróleo voltou para baixo dos 100 dólares, depois do presidente Donald Trump declarar que o Irã demonstrou interesse em voltar à mesa de negociações. O preço havia sofrido uma nova alta por causa do bloqueio americano ao Estreito de Ormuz. O bloqueio à rota de combustíveis continua, mas o presidente americano afirmou que autoridades iranianas entraram em contato e "querem chegar a um acordo". O vice-presidente JD Vance também disse que não excluiu a possibilidade de uma nova rodada de conversas.

Itália suspende acordo de defesa com Israel, anuncia primeira-ministra

A Itália está suspendendo seu acordo de defesa com Israel, revelou nesta terça-feira (14) a primeira-ministra Giorgia Meloni. Segundo ela, 'considerando a situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel'. A informação foi revelada a repórteres durante uma visita a um festival de vinhos em Verona. Desde os ataques israelenses em Gaza, italianos saíram em massa para as ruas para denunciar Israel, e o governo de direita de Meloni tem sofrido pressão devido à sua posição sobre o conflito. Em setembro, ela afirmou na ONU que a Itália apoiaria algumas sanções da União Europeia contra Israel devido à guerra na Faixa de Gaza, dizendo que as ações de Israel haviam ultrapassado um limite, 'violando normas humanitárias e causando um massacre de civis'. Durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, a Itália se recusou a permitir que algumas aeronaves americanas, que se dirigiam ao Oriente Médio em missão de combate, pousassem em sua base de Sigonella, segundo uma fonte do Ministério da Defesa e a imprensa italiana. Representantes de Israel e do Líbano se reúnem nesta terça-feira para discutir cessar-fogo Destruição de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel. AFP Representantes de Israel e do Líbano se reúnem, nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos para discutir um cessar-fogo. O encontro entre embaixadores dos dois países acontece em Washington e é visto como parte central das tentativas de ampliar a trégua já firmada entre Estados Unidos e Irã e sofre pressão internacional. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, reforçou que a destruição no Líbano é "intolerável" e ainda pode sair pela culatra, aumentando a influência do Hezbollah dentro do país. A Alemanha também defendeu o avanço das negociações diretas entre Israel e Líbano. Apesar da pressão, os ataques continuam. Nas últimas horas, bombardeios israelenses atingiram diferentes regiões do Líbano e mataram ao menos dez pessoas. Os ataques de Israel já causaram mais de duas mil mortes, segundo o Ministério da Saúde libanês. Em resposta, o Hezbollah afirma ter lançado foguetes e drones contra posições israelenses, incluindo bases de artilharia e instalações militares. Na economia, a cotação do barril do petróleo voltou para baixo dos 100 dólares, depois do presidente Donald Trump declarar que o Irã demonstrou interesse em voltar à mesa de negociações. O preço havia sofrido uma nova alta por causa do bloqueio americano ao Estreito de Ormuz. O bloqueio à rota de combustíveis continua, mas o presidente americano afirmou que autoridades iranianas entraram em contato e "querem chegar a um acordo". O vice-presidente JD Vance também disse que não excluiu a possibilidade de uma nova rodada de conversas.