Irã afirma estar pronto para garantir segurança de Ormuz com países do Golfo

O Irã está pronto para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, juntamente com outros estados costeiros, caso a guerra termine. A declaração foi feita nesta quarta-feira (15) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, o Irã com 'estados costeiros' poderia 'garantir a segurança desta via navegável, desde que a guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista contra o Irã na região chegue ao fim'. Baghaei também elogiou a postura europeia em relação ao bloqueio do estreito. 'A segurança do Estreito de Ormuz tem sido garantida pelo Irã há várias décadas. Nestes 40 dias, essa segurança foi comprometida pela guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista. Estamos satisfeitos que os europeus tenham demonstrado sabedoria e não tenham caído na armadilha armada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista', declarou em uma coletiva de imprensa. Antes, o porta-voz afirmou que os contatos com os Estados Unidos continuam por meio do Paquistão, com diversas mensagens trocadas desde as negociações em Islamabad. Segundo ele, as conversas indiretas ocorrem 'desde o dia em que a delegação iraniana retornou, várias mensagens foram trocadas'. Ele afirmou que uma visita de autoridades paquistanesas a Teerã é provável e tem como objetivo 'discutir os pontos de vista de ambos os lados' como parte de uma diplomacia de acompanhamento. 'Entramos em negociações para pôr fim à guerra, garantir os direitos do Irã e obter reparações de guerra', disse Baghaei. Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei. Divulgação O porta-voz ainda afirmou que as posições do Irã 'foram claramente definidas', acrescentando que o programa nuclear do país 'nunca teve outra finalidade senão pacífica'. Baghaei afirmou que nenhuma decisão pode ser tomada sobre elementos específicos de qualquer acordo até que uma estrutura geral seja acordada. 'Enquanto não houver consenso sobre a estrutura geral de um entendimento, não se pode falar em aceitar ou rejeitar seus detalhes'. Ele acrescentou que as especulações na mídia ocidental 'não podem ser confirmadas' e disse que o direito do Irã à energia nuclear pacífica, conforme o tratado de não proliferação, 'é inerente e não pode ser retirado'. Ao mesmo tempo, afirmou que o nível e o tipo de enriquecimento de urânio 'podem ser discutidos dentro da estrutura das necessidades do país'. Trump revela que escreveu carta para Xi Jinping pedindo para China não ajudar Irã Presidente americano, Donald Trump, e presidente chinês, Xi Jinping Nicolas Asfouri/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em entrevista à Fox News que escreveu uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping. Segundo ele, foi feito um pedido para que a China não ajudasse o Irã na guerra no Oriente Médio. Trump afirma que ouviu 'dizer que a China está fornecendo armas ao Irã e pedi que parassem de fazer e ele me escreveu uma carta dizendo que, essencialmente, não estão fazendo isso'. O presidente americano continuou, dizendo que Xi 'é uma pessoa que precisa de petróleo, ao contrário de nós'. Trump tem uma visita planejada em um mês para a China, observando que 'tem excelentes relações' com o líder chinês. Na mesma entrevista, ele disse que 'não haverá acordo' com o Irã se o país continuar a desenvolver armas nucleares e afirmou que o conflito poderá terminar 'em breve'. O presidente americano descreveu a atual liderança do Irã como 'um novo regime' e 'bastante razoável em comparação', embora tenha afirmado que o resultado final do conflito permanece incerto. O republicano afirmou que as forças americanas infligiram grandes danos ao Irã, acrescentando: 'Tudo foi aniquilado. Eles não têm força aérea, nem radar'. Trump também afirmou que os Estados Unidos têm capacidade para atacar a infraestrutura do Irã, mas não desejam uma escalada do conflito. 'Poderíamos destruir todas as pontes deles em uma hora, todas as usinas elétricas deles. Não queremos fazer isso'. Ele também afirmou não ter recebido nenhuma reação negativa de outros países em relação às ações dos EUA na região, incluindo as medidas que afetam o Estreito de Ormuz.

Irã afirma estar pronto para garantir segurança de Ormuz com países do Golfo

O Irã está pronto para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, juntamente com outros estados costeiros, caso a guerra termine. A declaração foi feita nesta quarta-feira (15) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, o Irã com 'estados costeiros' poderia 'garantir a segurança desta via navegável, desde que a guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista contra o Irã na região chegue ao fim'. Baghaei também elogiou a postura europeia em relação ao bloqueio do estreito. 'A segurança do Estreito de Ormuz tem sido garantida pelo Irã há várias décadas. Nestes 40 dias, essa segurança foi comprometida pela guerra travada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista. Estamos satisfeitos que os europeus tenham demonstrado sabedoria e não tenham caído na armadilha armada pelos Estados Unidos e pelo regime sionista', declarou em uma coletiva de imprensa. Antes, o porta-voz afirmou que os contatos com os Estados Unidos continuam por meio do Paquistão, com diversas mensagens trocadas desde as negociações em Islamabad. Segundo ele, as conversas indiretas ocorrem 'desde o dia em que a delegação iraniana retornou, várias mensagens foram trocadas'. Ele afirmou que uma visita de autoridades paquistanesas a Teerã é provável e tem como objetivo 'discutir os pontos de vista de ambos os lados' como parte de uma diplomacia de acompanhamento. 'Entramos em negociações para pôr fim à guerra, garantir os direitos do Irã e obter reparações de guerra', disse Baghaei. Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei. Divulgação O porta-voz ainda afirmou que as posições do Irã 'foram claramente definidas', acrescentando que o programa nuclear do país 'nunca teve outra finalidade senão pacífica'. Baghaei afirmou que nenhuma decisão pode ser tomada sobre elementos específicos de qualquer acordo até que uma estrutura geral seja acordada. 'Enquanto não houver consenso sobre a estrutura geral de um entendimento, não se pode falar em aceitar ou rejeitar seus detalhes'. Ele acrescentou que as especulações na mídia ocidental 'não podem ser confirmadas' e disse que o direito do Irã à energia nuclear pacífica, conforme o tratado de não proliferação, 'é inerente e não pode ser retirado'. Ao mesmo tempo, afirmou que o nível e o tipo de enriquecimento de urânio 'podem ser discutidos dentro da estrutura das necessidades do país'. Trump revela que escreveu carta para Xi Jinping pedindo para China não ajudar Irã Presidente americano, Donald Trump, e presidente chinês, Xi Jinping Nicolas Asfouri/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em entrevista à Fox News que escreveu uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping. Segundo ele, foi feito um pedido para que a China não ajudasse o Irã na guerra no Oriente Médio. Trump afirma que ouviu 'dizer que a China está fornecendo armas ao Irã e pedi que parassem de fazer e ele me escreveu uma carta dizendo que, essencialmente, não estão fazendo isso'. O presidente americano continuou, dizendo que Xi 'é uma pessoa que precisa de petróleo, ao contrário de nós'. Trump tem uma visita planejada em um mês para a China, observando que 'tem excelentes relações' com o líder chinês. Na mesma entrevista, ele disse que 'não haverá acordo' com o Irã se o país continuar a desenvolver armas nucleares e afirmou que o conflito poderá terminar 'em breve'. O presidente americano descreveu a atual liderança do Irã como 'um novo regime' e 'bastante razoável em comparação', embora tenha afirmado que o resultado final do conflito permanece incerto. O republicano afirmou que as forças americanas infligiram grandes danos ao Irã, acrescentando: 'Tudo foi aniquilado. Eles não têm força aérea, nem radar'. Trump também afirmou que os Estados Unidos têm capacidade para atacar a infraestrutura do Irã, mas não desejam uma escalada do conflito. 'Poderíamos destruir todas as pontes deles em uma hora, todas as usinas elétricas deles. Não queremos fazer isso'. Ele também afirmou não ter recebido nenhuma reação negativa de outros países em relação às ações dos EUA na região, incluindo as medidas que afetam o Estreito de Ormuz.