EUA não concordaram oficialmente com extensão de cessar-fogo com o Irã, diz site

Os Estados Unidos não concordaram formalmente em estender o cessar-fogo com o Irã, mas o diálogo entre os dois lados continua para novas negociações, informou o site americano de notícias de bastidores Axios, citando um funcionário americano. 'Os EUA não concordaram formalmente com uma prorrogação do cessar-fogo', disse o oficial. Segundo ele, os diálogos seguem para chegar a um acordo. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não estava considerando estender o cessar-fogo com o Irã, que irá expirar na próxima terça-feira. Em entrevista à ABC News, ele confirmou essa informação. A avaliação do presidente americano surge após o anúncio de uma possível segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão, nesta semana ou no início da próxima. 'Pode terminar bem ou mal, mas acho que um acordo é melhor porque assim eles podem se reconstruir', sugeriu Trump. Anteriormente, em outra entrevista, Trump afirmou à Fox News que considerava que guerra no Oriente Médio estava 'praticamente terminada'. 'Acho que está perto do fim. Sim. Quer dizer, considero que está muito perto do fim' disse. O presidente também afirmou que o Irã levaria duas décadas para se reconstruir se os EUA se retirassem agora. 'Se eu abandonasse tudo agora, eles levariam 20 anos para reconstruir aquele país. E nós ainda não terminamos, mas veremos o que acontece. Acho que eles querem muito fechar um acordo'. Negociações com os EUA continuam por meio do Paquistão, revela porta-voz do Irã Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei. Divulgação O Irã afirmou nesta quarta-feira (15) que os contatos com os Estados Unidos continuam por meio do Paquistão, com diversas mensagens trocadas desde as negociações em Islamabad. As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, as conversas indiretas ocorrem 'desde o dia em que a delegação iraniana retornou, várias mensagens foram trocadas'. Ele afirmou que uma visita de autoridades paquistanesas a Teerã é provável e tem como objetivo 'discutir os pontos de vista de ambos os lados' como parte de uma diplomacia de acompanhamento. 'Entramos em negociações para pôr fim à guerra, garantir os direitos do Irã e obter reparações de guerra', disse Baghaei. O porta-voz ainda afirmou que as posições do Irã 'foram claramente definidas', acrescentando que o programa nuclear do país 'nunca teve outra finalidade senão pacífica'. Baghaei afirmou que nenhuma decisão pode ser tomada sobre elementos específicos de qualquer acordo até que uma estrutura geral seja acordada. 'Enquanto não houver consenso sobre a estrutura geral de um entendimento, não se pode falar em aceitar ou rejeitar seus detalhes'. Ele acrescentou que as especulações na mídia ocidental 'não podem ser confirmadas' e disse que o direito do Irã à energia nuclear pacífica, conforme o tratado de não proliferação, 'é inerente e não pode ser retirado'. Ao mesmo tempo, ele afirmou que o nível e o tipo de enriquecimento de urânio 'podem ser discutidos dentro da estrutura das necessidades do país'.

EUA não concordaram oficialmente com extensão de cessar-fogo com o Irã, diz site

Os Estados Unidos não concordaram formalmente em estender o cessar-fogo com o Irã, mas o diálogo entre os dois lados continua para novas negociações, informou o site americano de notícias de bastidores Axios, citando um funcionário americano. 'Os EUA não concordaram formalmente com uma prorrogação do cessar-fogo', disse o oficial. Segundo ele, os diálogos seguem para chegar a um acordo. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não estava considerando estender o cessar-fogo com o Irã, que irá expirar na próxima terça-feira. Em entrevista à ABC News, ele confirmou essa informação. A avaliação do presidente americano surge após o anúncio de uma possível segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão, nesta semana ou no início da próxima. 'Pode terminar bem ou mal, mas acho que um acordo é melhor porque assim eles podem se reconstruir', sugeriu Trump. Anteriormente, em outra entrevista, Trump afirmou à Fox News que considerava que guerra no Oriente Médio estava 'praticamente terminada'. 'Acho que está perto do fim. Sim. Quer dizer, considero que está muito perto do fim' disse. O presidente também afirmou que o Irã levaria duas décadas para se reconstruir se os EUA se retirassem agora. 'Se eu abandonasse tudo agora, eles levariam 20 anos para reconstruir aquele país. E nós ainda não terminamos, mas veremos o que acontece. Acho que eles querem muito fechar um acordo'. Negociações com os EUA continuam por meio do Paquistão, revela porta-voz do Irã Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei. Divulgação O Irã afirmou nesta quarta-feira (15) que os contatos com os Estados Unidos continuam por meio do Paquistão, com diversas mensagens trocadas desde as negociações em Islamabad. As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, as conversas indiretas ocorrem 'desde o dia em que a delegação iraniana retornou, várias mensagens foram trocadas'. Ele afirmou que uma visita de autoridades paquistanesas a Teerã é provável e tem como objetivo 'discutir os pontos de vista de ambos os lados' como parte de uma diplomacia de acompanhamento. 'Entramos em negociações para pôr fim à guerra, garantir os direitos do Irã e obter reparações de guerra', disse Baghaei. O porta-voz ainda afirmou que as posições do Irã 'foram claramente definidas', acrescentando que o programa nuclear do país 'nunca teve outra finalidade senão pacífica'. Baghaei afirmou que nenhuma decisão pode ser tomada sobre elementos específicos de qualquer acordo até que uma estrutura geral seja acordada. 'Enquanto não houver consenso sobre a estrutura geral de um entendimento, não se pode falar em aceitar ou rejeitar seus detalhes'. Ele acrescentou que as especulações na mídia ocidental 'não podem ser confirmadas' e disse que o direito do Irã à energia nuclear pacífica, conforme o tratado de não proliferação, 'é inerente e não pode ser retirado'. Ao mesmo tempo, ele afirmou que o nível e o tipo de enriquecimento de urânio 'podem ser discutidos dentro da estrutura das necessidades do país'.