Duas das mulheres que Trump pediu cancelamento de execuções pelo Irã já estavam em liberdade
A organização de direitos humanos Iran Human Rights afirmou que duas das mulheres para as quais o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou a autoridades iranianas pedindo o cancelamento de suas execuções já estavam em liberdade antes de sua publicação. Segundo a organização, a médica de emergência Golnar Naraqi e a cidadã iraniana da fé bahá'í, Venus Hossein Nejad, estão em liberdade sob fiança desde o final de março. As duas mulheres foram presas separadamente durante os protestos antigovernamentais de janeiro. Os protestos em todo o Irã foram recebidos com uma repressão sangrenta que deixou milhares de mortos e presos. Em uma publicação nas redes sociais nessa terça-feira (21), Trump republicou uma foto de seis mulheres e duas adolescentes que, segundo um ativista conservador, estão sendo processadas pelo governo iraniano. O judiciário iraniano respondeu prontamente, afirmando que algumas das mulheres já foram libertadas, sem divulgar seus nomes. Afirmou também que nenhuma delas enfrenta pena de morte. Restrições à internet têm limitado o fluxo de informações para fora do Irã. Organizações de direitos humanos afirmam que pelo menos duas das outras mulheres ainda detidas enfrentam acusações que podem resultar em pena de morte. Houve diversas execuções durante a guerra de supostos espiões e manifestantes, a maioria acusada de ligações com Israel. Guarda Revolucionária do Irã diz que está pronta para nova onda de ataques Exercício militar do Irã e da Rússia no Estreito de Ormuz. Divulgação/WANA A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta madrugada que está pronta para uma nova onda de ataques. O comunicado foi feito depois que o presidente Donald Trump estendeu o cessar-fogo por tempo indeterminado. O texto da Guarda iraniana afirma que a hegemonia militar dos Estados Unidos e de Israel no Oeste da Ásia está perto do fim. Por outro lado, o líder americano disse que o Irã está em colapso financeiro e que o país precisa da abertura imediata do Estreito de Ormuz. Segundo a agência marítima do Reino Unido UKMOTO, dois navios comerciais foram atacados nas últimas horas perto do Estreito de Ormuz. Os mercados asiáticos reagiram com cautela ao anúncio do cessar-fogo. Com exceção do Japão e da China, que tiveram leve alta nas bolsas, os principais índices dos outros países recuaram nesta madrugada. O preço do barril de petróleo tipo Brent desacelerou, mas está perto dos 100 dólares. O ministro das relações exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de descumprirem o acordo e escreveu que o bloqueio de portos iranianos é um ato de guerra. Segundo a imprensa americana, o recuo de Trump também está relacionado à queda nas pesquisas e ao choque no preço dos combustíveis nos Estados Unidos. O último levantamento, divulgado nessa terça-feira (21) pela Reuters, mostra que a aprovação do republicano está em 36%, o nível mais baixo desde a posse. Mais de 90% dos americanos dizem que os preços da gasolina dispararam desde janeiro.

A organização de direitos humanos Iran Human Rights afirmou que duas das mulheres para as quais o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou a autoridades iranianas pedindo o cancelamento de suas execuções já estavam em liberdade antes de sua publicação. Segundo a organização, a médica de emergência Golnar Naraqi e a cidadã iraniana da fé bahá'í, Venus Hossein Nejad, estão em liberdade sob fiança desde o final de março. As duas mulheres foram presas separadamente durante os protestos antigovernamentais de janeiro. Os protestos em todo o Irã foram recebidos com uma repressão sangrenta que deixou milhares de mortos e presos. Em uma publicação nas redes sociais nessa terça-feira (21), Trump republicou uma foto de seis mulheres e duas adolescentes que, segundo um ativista conservador, estão sendo processadas pelo governo iraniano. O judiciário iraniano respondeu prontamente, afirmando que algumas das mulheres já foram libertadas, sem divulgar seus nomes. Afirmou também que nenhuma delas enfrenta pena de morte. Restrições à internet têm limitado o fluxo de informações para fora do Irã. Organizações de direitos humanos afirmam que pelo menos duas das outras mulheres ainda detidas enfrentam acusações que podem resultar em pena de morte. Houve diversas execuções durante a guerra de supostos espiões e manifestantes, a maioria acusada de ligações com Israel. Guarda Revolucionária do Irã diz que está pronta para nova onda de ataques Exercício militar do Irã e da Rússia no Estreito de Ormuz. Divulgação/WANA A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta madrugada que está pronta para uma nova onda de ataques. O comunicado foi feito depois que o presidente Donald Trump estendeu o cessar-fogo por tempo indeterminado. O texto da Guarda iraniana afirma que a hegemonia militar dos Estados Unidos e de Israel no Oeste da Ásia está perto do fim. Por outro lado, o líder americano disse que o Irã está em colapso financeiro e que o país precisa da abertura imediata do Estreito de Ormuz. Segundo a agência marítima do Reino Unido UKMOTO, dois navios comerciais foram atacados nas últimas horas perto do Estreito de Ormuz. Os mercados asiáticos reagiram com cautela ao anúncio do cessar-fogo. Com exceção do Japão e da China, que tiveram leve alta nas bolsas, os principais índices dos outros países recuaram nesta madrugada. O preço do barril de petróleo tipo Brent desacelerou, mas está perto dos 100 dólares. O ministro das relações exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de descumprirem o acordo e escreveu que o bloqueio de portos iranianos é um ato de guerra. Segundo a imprensa americana, o recuo de Trump também está relacionado à queda nas pesquisas e ao choque no preço dos combustíveis nos Estados Unidos. O último levantamento, divulgado nessa terça-feira (21) pela Reuters, mostra que a aprovação do republicano está em 36%, o nível mais baixo desde a posse. Mais de 90% dos americanos dizem que os preços da gasolina dispararam desde janeiro.

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