Presidente argentino viaja a Madri para apoiar campanha de extrema direita do Vox, a menos de um mês do pleito na nação europeia
O presidente da Argentina, Javier Milei, entrou nesta quarta-feira, 21, na campanha eleitoral espanhola, classificando Pedro Sánchez de “ditador” durante uma visita a Madri para demonstrar seu apoio à oposição de direita e de extrema direita, a pouco mais de um mês das eleições gerais.
“A Espanha soube acolher centenas de milhares de argentinos que fugiram da miséria e da falta de futuro, fruto do sinistro socialismo do século XXI e de sua filial argentina, o kirchnerismo, e vocês sofrem regularmente com o inaceitável ditador Pedro Sánchez”, disparou Milei em sua fala em um fórum econômico.
Durante seu discurso, o líder ultraliberal, de 55 anos, chamou o premiê de “ladrão” e “corrupto”, e instou os espanhóis a “expulsarem os socialistas a pontapés”, a pouco mais de um mês das eleições antecipadas de 29 de novembro.
Em uma primeira reação, a porta-voz do Executivo de esquerda, Elma Saiz, pediu “respeito ao presidente do governo da Espanha” durante uma coletiva de imprensa.
Eleições
Nesse pleito, para o qual cerca de 39 milhões de espanhóis estão convocados a votar, as pesquisas dão vantagem, por ora, ao conservador Partido Popular (PP), à frente dos socialistas, embora sem alcançar a maioria absoluta. Isso conferiria ao partido de extrema direita Vox uma possível posição decisiva.
Sánchez antecipou a votação, antes prevista para meados de 2027, após o Congresso barrar suas propostas de reforma no setor habitacional, em meio a uma onda de protestos na Espanha por moradia mais acessível. Sua aposta é que a questão da habitação favoreça a esquerda e ele continue no poder.
Ataques à esquerda
Milei também atacou os “partidos de esquerda” na Europa, acusando-os de serem os responsáveis pela “estagnação brutal” da economia do continente.
Sobre a imigração, Milei acusou o governo de Sánchez de fomentar, com motivações eleitorais, uma “invasão” migratória, citando o que ocorreu no enclave de Ceuta, onde dezenas de milhares de migrantes entraram no final de julho.
“A estagnação econômica, combinada com a irresponsabilidade migratória, traça um caminho de decadência muito difícil de reverter para o futuro”, avaliou.
Durante sua visita a Madri, o presidente argentino deve se reunir com representantes do Vox e com a presidente conservadora da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, do PP.
(Com informações da AFP)
Fonte: veja.abril.com.br