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Ibovespa abre em queda com pesquisa eleitoral e risco fiscal no radar

Bolsa brasileira recua 0,21% nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliam cenário político, juros futuros e desempenho das commodities

O Ibovespa operava em queda de 0,21% nesta quarta-feira, 21, aos 207 877 pontos, em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e das perspectivas para as contas públicas. Após a forte valorização registrada na sessão anterior, o mercado acompanha a divulgação de uma nova pesquisa Quaest, que pode influenciar as expectativas sobre a condução da política econômica nos próximos anos.

O movimento de baixa ocorre em meio à acomodação dos ativos brasileiros, depois de uma sequência de sessões influenciadas pela redução dos juros futuros. A queda dessas taxas tende a beneficiar empresas mais dependentes de crédito, como as varejistas, ao diminuir os custos de financiamento e melhorar as perspectivas para o consumo.

Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a continuidade desse movimento dependerá da confiança dos investidores na trajetória fiscal do país. Para esse movimento continuar, o mercado precisa enxergar perspectivas concretas de equilíbrio fiscal e controle da inflação, afirma.

A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais também mantém os investidores atentos às pesquisas de intenção de voto. A expectativa é que novas informações sobre a disputa influenciem a percepção de risco político e, consequentemente, o comportamento da Bolsa, do dólar e das taxas de juros.

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Para Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, as oscilações recentes refletem a sensibilidade dos ativos domésticos às perspectivas para a política econômica. Os ativos domésticos continuam reagindo às mudanças na percepção dos investidores em relação ao ambiente político e aos possíveis desdobramentos para a condução da política econômica, destaca.

O especialista acrescenta que o câmbio e a curva de juros seguem como importantes canais de transmissão dessa volatilidade, enquanto o fluxo de capital estrangeiro também exerce influência sobre a direção dos mercados brasileiros. Nesse contexto, câmbio e curva de juros permanecem como os principais vetores de transmissão da volatilidade, enquanto o comportamento dos fluxos de capital estrangeiro segue exercendo influência relevante sobre a direção dos mercados locais, afirma Pastorello.

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Entre as principais empresas do Ibovespa, o comportamento das commodities apresenta perspectivas distintas. A Petrobras encontra sustentação nos preços elevados do petróleo, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio. Já a Vale enfrenta um ambiente mais desafiador, diante da fraqueza do minério de ferro e das dúvidas sobre o ritmo de recuperação da economia chinesa.

As diferenças entre os setores ajudam a explicar por que o desempenho do índice pode variar mesmo em um cenário de melhora das expectativas para os juros. Enquanto empresas ligadas ao consumo doméstico se beneficiam de taxas menores, companhias exportadoras permanecem mais expostas às oscilações dos preços internacionais e à demanda externa.

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Para os próximos pregões, a percepção de risco fiscal deve continuar entre os principais fatores acompanhados pelo mercado. Sinais de maior responsabilidade com as contas públicas tendem a favorecer a Bolsa, reduzir os juros futuros e fortalecer o real. Por outro lado, o aumento das incertezas políticas pode provocar uma correção dos ativos, mesmo diante de resultados corporativos positivos, avalia Lima.

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Fonte: veja.abril.com.br

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