Guarda do Irã confirma ter atacado complexos de energia dos EUA e Israel após cessar-fogo
O Kuwait, Arábita Saudita e Emirados Árabes Unidos foram alvos de ataques horas após o início do cessar-fogo no Oriente Médio. A Guarda confirmou os bombardeios, entre eles a um complexo de energia e instalações petrolíferas na cidade portuária de Yanbu, na Arábia Saudita, informou a mídia estatal. O Irã defende que esses ataques foram uma resposta a bombardeios em campos petrolíferos iranianos, algo que já inicia uma ameaça ao cessar-fogo. Emirados Árabes e Kuwait interceptaram mísseis. Os ataques com drones 'ocorreram horas depois do ataque às instalações petrolíferas na ilha de Lavan, no Irã', informou a emissora estatal iraniana IRIB. A agência de notícias oficial ISNA afirmou que os ataques foram realizados em resposta à 'clara violação do cessar-fogo'. A agência de notícias semioficial Tasnim também noticiou os ataques com mísseis e drones sobre o Golfo, afirmando que eles ocorreram horas depois dos ataques ao Irã. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na sexta-feira (10) no Paquistão para negociar um plano de paz definitivo. O convite foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, que intermediou o cessar-fogo de duas semanas fechado nesta terça-feira (7) entre o presidente Donald Trump e o regime iraniano. A trégua foi anunciada 90 minutos antes de expirar o prazo dado pelo presidente americano em que ele ameaçava “exterminar a civilização iraniana” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Os americanos anunciaram a interrupção imediata dos ataques e garantiram que Israel faria o mesmo. Em troca, Teerã anunciou a reabertura da rota estratégica, por onde passa um quinto da produção global de petróleo e gás. Trump confirmou que recebeu uma proposta de Teerã com 10 pontos, que incluem a permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de todas as sanções americanas. O plano exige o fim das agressões americanas e israelenses; a aceitação do enriquecimento de urânio do Irã; e a revogação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica, relativas ao programa nuclear iraniano. A proposta também cobra “compensação integral” pelos danos da guerra; a retirada de todas as forças de combate americanas das bases no Oriente Médio; e o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. O presidente dos Estados Unidos, que prometia uma vitória incondicional, disse que considera a proposta do Irã uma base viável para negociação. Para o vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, um dos pontos sensíveis nesses 15 dias será o controle sobre o Estreito. Guarda do Irã afirma estar com 'mão no gatilho' para responder qualquer ataque dos EUA e Israel Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. AFP Apesar do início da trégua na guerra no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (8) estar pronta para responder a qualquer novo ataque e alertou os parceiros regionais dos Estados Unidos contra qualquer cooperação. A Guarda disse que suas forças estavam'com as mãos no gatilho' e preparadas para agir caso os erros de cálculo do inimigo se repetissem. 'Não confiamos nas promessas do inimigo', afirmou, acrescentando que 'qualquer agressão será respondida com uma resposta ainda mais contundente'. O comunicado também alertou os parceiros regionais, afirmando que eles 'viram a incapacidade' dos Estados Unidos e de Israel e que deveriam 'aprender com a experiência e encerrar a cooperação'. Os comentários surgem após o cessar-fogo, com incidentes a continuarem por toda a região, incluindo um ataque à refinaria iraniana de Lavan e ataques com drones que causaram danos no Kuwait, enquanto os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as suas defesas aéreas estavam a responder a uma ameaça de mísseis.

O Kuwait, Arábita Saudita e Emirados Árabes Unidos foram alvos de ataques horas após o início do cessar-fogo no Oriente Médio. A Guarda confirmou os bombardeios, entre eles a um complexo de energia e instalações petrolíferas na cidade portuária de Yanbu, na Arábia Saudita, informou a mídia estatal. O Irã defende que esses ataques foram uma resposta a bombardeios em campos petrolíferos iranianos, algo que já inicia uma ameaça ao cessar-fogo. Emirados Árabes e Kuwait interceptaram mísseis. Os ataques com drones 'ocorreram horas depois do ataque às instalações petrolíferas na ilha de Lavan, no Irã', informou a emissora estatal iraniana IRIB. A agência de notícias oficial ISNA afirmou que os ataques foram realizados em resposta à 'clara violação do cessar-fogo'. A agência de notícias semioficial Tasnim também noticiou os ataques com mísseis e drones sobre o Golfo, afirmando que eles ocorreram horas depois dos ataques ao Irã. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na sexta-feira (10) no Paquistão para negociar um plano de paz definitivo. O convite foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, que intermediou o cessar-fogo de duas semanas fechado nesta terça-feira (7) entre o presidente Donald Trump e o regime iraniano. A trégua foi anunciada 90 minutos antes de expirar o prazo dado pelo presidente americano em que ele ameaçava “exterminar a civilização iraniana” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Os americanos anunciaram a interrupção imediata dos ataques e garantiram que Israel faria o mesmo. Em troca, Teerã anunciou a reabertura da rota estratégica, por onde passa um quinto da produção global de petróleo e gás. Trump confirmou que recebeu uma proposta de Teerã com 10 pontos, que incluem a permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz e a suspensão de todas as sanções americanas. O plano exige o fim das agressões americanas e israelenses; a aceitação do enriquecimento de urânio do Irã; e a revogação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica, relativas ao programa nuclear iraniano. A proposta também cobra “compensação integral” pelos danos da guerra; a retirada de todas as forças de combate americanas das bases no Oriente Médio; e o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. O presidente dos Estados Unidos, que prometia uma vitória incondicional, disse que considera a proposta do Irã uma base viável para negociação. Para o vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, um dos pontos sensíveis nesses 15 dias será o controle sobre o Estreito. Guarda do Irã afirma estar com 'mão no gatilho' para responder qualquer ataque dos EUA e Israel Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. AFP Apesar do início da trégua na guerra no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (8) estar pronta para responder a qualquer novo ataque e alertou os parceiros regionais dos Estados Unidos contra qualquer cooperação. A Guarda disse que suas forças estavam'com as mãos no gatilho' e preparadas para agir caso os erros de cálculo do inimigo se repetissem. 'Não confiamos nas promessas do inimigo', afirmou, acrescentando que 'qualquer agressão será respondida com uma resposta ainda mais contundente'. O comunicado também alertou os parceiros regionais, afirmando que eles 'viram a incapacidade' dos Estados Unidos e de Israel e que deveriam 'aprender com a experiência e encerrar a cooperação'. Os comentários surgem após o cessar-fogo, com incidentes a continuarem por toda a região, incluindo um ataque à refinaria iraniana de Lavan e ataques com drones que causaram danos no Kuwait, enquanto os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as suas defesas aéreas estavam a responder a uma ameaça de mísseis.

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