Daniel Vorcaro soube de operação contra ele com antecedência, revelam documentos do caso Master

Documentos do caso Master liberados nesta madrugada pelo ministro André Mendonça revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro soube com antecedência da Operação Compliance Zero. O documento reforça a tese de que o banqueiro tentou fugir para exterior para evitar a prisão. O sigilo de toda a investigação no STF foi derrubado por solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. André Mendonça já compartilhou integralmente as cópias digitais dos procedimentos em HD com a Presidência do STF e com os gabinetes dos demais integrantes do tribunal. Os relatórios da Polícia Federal disponibilizados nesta madrugada detalham o passo a passo do banqueiro antes da primeira prisão, em novembro de 2025. Segundo a Polícia Federal, o ex-banqueiro monitorava nomes de agentes federais e sondava a proximidade com o juiz da causa. O banqueiro articulou com urgência a contratação de um jato em Guarulhos rumo aos Emirados Árabes após ser alertado sobre a iminência da ofensiva, o que afastou a hipótese de mera viagem fortuita. O relatório policial revela que, na véspera do mandado, Vorcaro usou servidores cooptados do Banco Central para forçar uma reunião virtual com a diretoria do órgão. Na ocasião, ele divulgou à imprensa uma transação fictícia com o Grupo Fictor para criar álibi defensivo. Os indícios de acesso privilegiado a apurações sigilosas, manipulação de órgãos de controle e articulação de fuga foram determinantes para que a Polícia Federal solicitasse o segundo mandado de prisão preventiva contra o empresário, cumprido em março de 2026. Ao pedir a queda do sigilo do caso Master, o presidente do STF preservou apenas diligências policiais pendentes. A medida visa municiar os gabinetes dos dez ministros com a documentação integral antes da sessão extraordinária de terça-feira, em que o plenário vai deliberar sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. O presidente do STF pediu a derrubada do sigilo do caso Master depois de se reunir reservadamente com 6 ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em entrevista ao SBT, o presidente Lula elogiou as decisões tomadas pelo ministro Edson Fachin. O ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes Divulgação/STF Com o fim do sigilo, o Supremo Tribunal Federal disponibilizou nesta madrugada a íntegra do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento de 2024 previa a implantação de programas de compliance, assessoria em todas as instâncias judiciais e consultoria estratégica perante órgãos como Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal e Cade. A banca afirmou que consultou o magistrado preventivamente e que não havia impedimento legal para a atuação. Entre os procedimentos liberados pelo STF, consta uma segunda minuta de contrato prevendo honorários de R$ 50 milhões líquidos, divididos em três anos, para a prestação de serviços à Viking Participações, holding de Daniel Vorcaro. O plano previa assessoria tributária, trabalhista e atuação em apurações no Ministério Público e na Receita. Nesta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes chegou a anunciar que faria um pronunciamento, mas desistiu logo depois e remarcou a fala para segunda-feira, véspera da sessão que vai decidir o futuro dele no STF.

Daniel Vorcaro soube de operação contra ele com antecedência, revelam documentos do caso Master

Documentos do caso Master liberados nesta madrugada pelo ministro André Mendonça revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro soube com antecedência da Operação Compliance Zero. O documento reforça a tese de que o banqueiro tentou fugir para exterior para evitar a prisão. O sigilo de toda a investigação no STF foi derrubado por solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. André Mendonça já compartilhou integralmente as cópias digitais dos procedimentos em HD com a Presidência do STF e com os gabinetes dos demais integrantes do tribunal. Os relatórios da Polícia Federal disponibilizados nesta madrugada detalham o passo a passo do banqueiro antes da primeira prisão, em novembro de 2025. Segundo a Polícia Federal, o ex-banqueiro monitorava nomes de agentes federais e sondava a proximidade com o juiz da causa. O banqueiro articulou com urgência a contratação de um jato em Guarulhos rumo aos Emirados Árabes após ser alertado sobre a iminência da ofensiva, o que afastou a hipótese de mera viagem fortuita. O relatório policial revela que, na véspera do mandado, Vorcaro usou servidores cooptados do Banco Central para forçar uma reunião virtual com a diretoria do órgão. Na ocasião, ele divulgou à imprensa uma transação fictícia com o Grupo Fictor para criar álibi defensivo. Os indícios de acesso privilegiado a apurações sigilosas, manipulação de órgãos de controle e articulação de fuga foram determinantes para que a Polícia Federal solicitasse o segundo mandado de prisão preventiva contra o empresário, cumprido em março de 2026. Ao pedir a queda do sigilo do caso Master, o presidente do STF preservou apenas diligências policiais pendentes. A medida visa municiar os gabinetes dos dez ministros com a documentação integral antes da sessão extraordinária de terça-feira, em que o plenário vai deliberar sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. O presidente do STF pediu a derrubada do sigilo do caso Master depois de se reunir reservadamente com 6 ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em entrevista ao SBT, o presidente Lula elogiou as decisões tomadas pelo ministro Edson Fachin. O ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes Divulgação/STF Com o fim do sigilo, o Supremo Tribunal Federal disponibilizou nesta madrugada a íntegra do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento de 2024 previa a implantação de programas de compliance, assessoria em todas as instâncias judiciais e consultoria estratégica perante órgãos como Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal e Cade. A banca afirmou que consultou o magistrado preventivamente e que não havia impedimento legal para a atuação. Entre os procedimentos liberados pelo STF, consta uma segunda minuta de contrato prevendo honorários de R$ 50 milhões líquidos, divididos em três anos, para a prestação de serviços à Viking Participações, holding de Daniel Vorcaro. O plano previa assessoria tributária, trabalhista e atuação em apurações no Ministério Público e na Receita. Nesta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes chegou a anunciar que faria um pronunciamento, mas desistiu logo depois e remarcou a fala para segunda-feira, véspera da sessão que vai decidir o futuro dele no STF.