Casos de ‘justiça com as próprias mãos’ crescem 25% no Rio em um ano

Os registros do crime que envolve situações conhecidas popularmente como "justiça com as próprias mãos" cresceram 25% no estado do Rio em um ano. O aumento aparece em meio à investigação da morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado em Copacabana depois de ser acusado de roubar uma bicicleta que pertencia à irmã. Os casos de exercício arbitrário das próprias razões, como o crime é categorizado oficialmente, passaram de 402, no primeiro trimestre de 2025, para 504 no mesmo período deste ano, incluindo as tentativas. Os dados são do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio. O crime acontece quando alguém tenta fazer valer por conta própria uma suposta razão ou um direito, em vez de recorrer aos meios legais. A categoria é mais ampla e não se limita a episódios de agressão ou linchamento. Crime em Copacabana No caso de Cláudio, imagens do prédio onde ele morava desmentiram a acusação de furto. As câmeras mostram que ele saiu de casa com a bicicleta, que pertencia à irmã. Quatro homens foram presos pela morte. São eles Ailton José da Silva, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado. Jorge e Davi atuavam como seguranças na região, mas, de acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da delegacia de Copacabana, o serviço era clandestino. A Justiça do Rio manteve a prisão temporária dos dois seguranças em audiência de custódia neste sábado (22). Já os dois entregadores vão passar por outra audiência. A Polícia Civil ainda tenta identificar um quinto suspeito, que aparece nas imagens dando um chute em Cláudio. Os investigadores também apuram quem contratava os seguranças. Parte do espancamento foi filmada. Em depoimento obtido pela CBN, Jorge afirmou que Davi deixou o local "rindo e achando graça". Ele disse ainda que Davi só interrompeu as agressões depois de ser alertado sobre a possibilidade de uma viatura chegar. Cláudio morreu na madrugada do dia 12 de agosto. A polícia civil do Rio também investiga a responsabilidade de pessoas que presenciaram as agressões e não prestaram socorro.

Casos de ‘justiça com as próprias mãos’ crescem 25% no Rio em um ano

Os registros do crime que envolve situações conhecidas popularmente como "justiça com as próprias mãos" cresceram 25% no estado do Rio em um ano. O aumento aparece em meio à investigação da morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado em Copacabana depois de ser acusado de roubar uma bicicleta que pertencia à irmã. Os casos de exercício arbitrário das próprias razões, como o crime é categorizado oficialmente, passaram de 402, no primeiro trimestre de 2025, para 504 no mesmo período deste ano, incluindo as tentativas. Os dados são do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio. O crime acontece quando alguém tenta fazer valer por conta própria uma suposta razão ou um direito, em vez de recorrer aos meios legais. A categoria é mais ampla e não se limita a episódios de agressão ou linchamento. Crime em Copacabana No caso de Cláudio, imagens do prédio onde ele morava desmentiram a acusação de furto. As câmeras mostram que ele saiu de casa com a bicicleta, que pertencia à irmã. Quatro homens foram presos pela morte. São eles Ailton José da Silva, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado. Jorge e Davi atuavam como seguranças na região, mas, de acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da delegacia de Copacabana, o serviço era clandestino. A Justiça do Rio manteve a prisão temporária dos dois seguranças em audiência de custódia neste sábado (22). Já os dois entregadores vão passar por outra audiência. A Polícia Civil ainda tenta identificar um quinto suspeito, que aparece nas imagens dando um chute em Cláudio. Os investigadores também apuram quem contratava os seguranças. Parte do espancamento foi filmada. Em depoimento obtido pela CBN, Jorge afirmou que Davi deixou o local "rindo e achando graça". Ele disse ainda que Davi só interrompeu as agressões depois de ser alertado sobre a possibilidade de uma viatura chegar. Cláudio morreu na madrugada do dia 12 de agosto. A polícia civil do Rio também investiga a responsabilidade de pessoas que presenciaram as agressões e não prestaram socorro.