Sobe para cinco número de mortos em desabamento de prédio na Penha (SP); criança segue desaparecida
Subiu para cinco o número de pessoas mortas por causa do desabamento de um prédio em construção na Penha, na Zona Leste. Dois corpos foram encontrados na manhã deste domingo (13) pelo Corpo de Bombeiros. As vítimas foram um homem e uma mulher. O corpo dela já foi retirado dos escombros, e o dele ainda será removido. Uma criança está desaparecida e agora é o foco dos trabalhos de busca. No sábado (12), três corpos já tinham sido encontrados: duas mulheres - uma delas grávida - e um homem. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a polícia vai dar voz de prisão aos dois proprietários da construtora New Home, responsável pela construção do prédio. De acordo com gestor municipal, os proprietários da empresa cometeram crime ao não obedecerem à ordem de demolição da estrutura em 2024. "Se não fez a demolição, se tem a confissão do advogado, evidentemente isso vai ser um fator maior, um agravante para que eles sejam responsabilizados. A Prefeitura seguiu o rito, foi rigorosa, fiscalizou, notificou, multou, entrou em ocasião judicial, embargou e, infelizmente, esse fato aqui, que a gente lamenta muito. Se ele cometeu um erro, um crime, ele vai ser responsabilizado por isso", declarou. Prédio em construção desaba sobre casa em São Paulo. Divulgação/ Bombeiros e Defesa Civil Conforme Nunes, a obra começou em 2019, quando a Justiça determinou, a pedido da Prefeitura, a interdição da obra por problemas estruturais. Em 2021, a construtora obteve junto à Prefeitura um alvará de retomada da obra, condicionado à demolição da antiga estrutura. Na versão do prefeito, uma técnica da gestão municipal veio ao local à época e atestou, em documento oficial, que a estrutura havia sido demolida. No entanto, de acordo com moradores locais e com o advogado da construtora, Alexandre Sambi, isso não aconteceu. "Foi caçado e foi continuado a outros pavimentos. Começou com cinco pavimentos, foi aumentando para nove, tudo regular. Não houve demolição. Pelo que eu tenho de informação, não", disse. Ricardo Nunes disse que a técnica era uma servidora de carreira que não faz mais parte dos quadros da Prefeitura, e que a Controladoria Municipal vai abrir um procedimento para investigar a veracidade do documento. A reportagem da CBN conversou com o morador Edmilson, que é corretor de seguros. Ele relatou que a obra já vinha apresentando problemas há anos. "Já tinha alguns históricos também, porque, há anos, parte do muro lá do alto da obra caiu. A sorte é que ele pendeu para dentro, não caiu em cima da casa do lado. A Defesa Civil veio e, a partir daquele momento, parece que interditou. Mas, antes disso, já tinha havido interdição, a Prefeitura já tinha vindo uma vez, colocado blocos, mas não se sabe nem como nem por que voltavam a trabalhar", relatou. O trabalho de resgate continua. No local, permanecem 22 viaturas, 70 bombeiros e um cão de busca e salvamento. As equipes contam ainda com o apoio de maquinário.

Subiu para cinco o número de pessoas mortas por causa do desabamento de um prédio em construção na Penha, na Zona Leste. Dois corpos foram encontrados na manhã deste domingo (13) pelo Corpo de Bombeiros. As vítimas foram um homem e uma mulher. O corpo dela já foi retirado dos escombros, e o dele ainda será removido. Uma criança está desaparecida e agora é o foco dos trabalhos de busca. No sábado (12), três corpos já tinham sido encontrados: duas mulheres - uma delas grávida - e um homem. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a polícia vai dar voz de prisão aos dois proprietários da construtora New Home, responsável pela construção do prédio. De acordo com gestor municipal, os proprietários da empresa cometeram crime ao não obedecerem à ordem de demolição da estrutura em 2024. "Se não fez a demolição, se tem a confissão do advogado, evidentemente isso vai ser um fator maior, um agravante para que eles sejam responsabilizados. A Prefeitura seguiu o rito, foi rigorosa, fiscalizou, notificou, multou, entrou em ocasião judicial, embargou e, infelizmente, esse fato aqui, que a gente lamenta muito. Se ele cometeu um erro, um crime, ele vai ser responsabilizado por isso", declarou. Prédio em construção desaba sobre casa em São Paulo. Divulgação/ Bombeiros e Defesa Civil Conforme Nunes, a obra começou em 2019, quando a Justiça determinou, a pedido da Prefeitura, a interdição da obra por problemas estruturais. Em 2021, a construtora obteve junto à Prefeitura um alvará de retomada da obra, condicionado à demolição da antiga estrutura. Na versão do prefeito, uma técnica da gestão municipal veio ao local à época e atestou, em documento oficial, que a estrutura havia sido demolida. No entanto, de acordo com moradores locais e com o advogado da construtora, Alexandre Sambi, isso não aconteceu. "Foi caçado e foi continuado a outros pavimentos. Começou com cinco pavimentos, foi aumentando para nove, tudo regular. Não houve demolição. Pelo que eu tenho de informação, não", disse. Ricardo Nunes disse que a técnica era uma servidora de carreira que não faz mais parte dos quadros da Prefeitura, e que a Controladoria Municipal vai abrir um procedimento para investigar a veracidade do documento. A reportagem da CBN conversou com o morador Edmilson, que é corretor de seguros. Ele relatou que a obra já vinha apresentando problemas há anos. "Já tinha alguns históricos também, porque, há anos, parte do muro lá do alto da obra caiu. A sorte é que ele pendeu para dentro, não caiu em cima da casa do lado. A Defesa Civil veio e, a partir daquele momento, parece que interditou. Mas, antes disso, já tinha havido interdição, a Prefeitura já tinha vindo uma vez, colocado blocos, mas não se sabe nem como nem por que voltavam a trabalhar", relatou. O trabalho de resgate continua. No local, permanecem 22 viaturas, 70 bombeiros e um cão de busca e salvamento. As equipes contam ainda com o apoio de maquinário.
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