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Netanyahu afirma que estão 'tentando roubar eleição' em Israel e ataca partidos árabes

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que busca se manter no cargo nas eleições parlamentares no país nesta terça-feira (27) afirmou que estão 'tentando roubar as eleições'. Ele não é considerado favorito ao pleito. Segundo ele, atacando partidos árabes, as pessoas de esquerda estão 'atacando secções eleitorais', sem apresentar provas. Os partidos de direita Povo de Israel de Ofer Winter e o Yisrael Beytenu de Avigdor Liberman denunciaram supostas irregularidades na vot


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que busca se manter no cargo nas eleições parlamentares no país nesta terça-feira (27) afirmou que estão 'tentando roubar as eleições'. Ele não é considerado favorito ao pleito. Segundo ele, atacando partidos árabes, as pessoas de esquerda estão 'atacando secções eleitorais', sem apresentar provas. Os partidos de direita Povo de Israel de Ofer Winter e o Yisrael Beytenu de Avigdor Liberman denunciaram supostas irregularidades na votação em diversas seções eleitorais e apresentaram queixas à Comissão Eleitoral Central. O partido Povo de Israel afirma que suas cédulas de votação, marcadas com a letra Chaf (), estavam faltando em algumas seções eleitorais, enquanto em outras haviam sido viradas para parecerem cédulas em branco. O partido também relata um incidente em que um eleitor supostamente tentou remover todas as cédulas de votação de uma seção eleitoral. O partido insta o público a permanecer vigilante e denunciar irregularidades. Em outro caso, o Yisrael Beytenu denuncia uma grave irregularidade em uma seção eleitoral de Beersheba, onde um eleitor teria recebido um envelope de votação parcialmente aberto contendo já uma cédula do Likud. O partido afirma que funcionários da seção eleitoral confirmaram o incidente ao seu representante, que insistiu que o ocorrido fosse registrado oficialmente. O partido Yashar, de Gadi Eisenkot, afirma ter recebido relatos de "danos deliberados" às suas cédulas de votação, incluindo roubo, remoção das seções eleitorais e adulteração. O partido também relata "filas extremamente longas" nas seções eleitorais em áreas com forte apoio a Eisenkot, o que levanta preocupações de que as vias de acesso estejam sendo bloqueadas deliberadamente para suprimir a participação eleitoral. Votação em Israel nas eleições para primeiro-ministro. JALAA MAREY / AFP Mais de sete milhões de israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27), na primeira eleição parlamentar desde os ataques do Hamas, em outubro de 2023. A votação vai definir os 120 integrantes do Parlamento e será decisiva para a permanência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no poder. O Premier tenta manter a coalizão de direita liderada pelo Likud nas eleições israelenses. Às 10h da manhã, horário local, cerca de 16,68% dos eleitores já haviam votado, informou o órgão fiscalizador. Isso representa um aumento de 0,78% em comparação com a eleição anterior, em 2022, e o maior índice de participação eleitoral para este período desde as eleições de 1981, de acordo com a emissora Canal 12. O primeiro-ministro responde a processos por corrupção em Israel e é alvo de acusações de crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional. O resultado das urnas poderá definir seu futuro político. O principal adversário de Netanyahu é Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas de Israel. Ele perdeu um filho durante os combates na Faixa de Gaza; lidera uma força de oposição que busca substituir o atual governo e questiona a condução das guerras no Oriente Médio.

Fonte: cbn.globo.com

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