Operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e contratos de mutirão de castração de animais
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 27, no âmbito da segunda fase da Operação Castratio. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e contratos de mutirão de castração de animais firmados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).
São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói. Segundo a PF, o esquema envolvia “direcionamento, superfaturamento, fraude à licitação, entre outros crimes” em contratos do governo do estado com a empresa Consuvet. A soma dos acordos chega a cerca de R$ 200 milhões.
A primeira fase da Operação Castratio foi realizada em maio. Na ocasião, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, Itaocara, Macaé, Niterói, além de São Roque e Mairinque, municípios paulistas. Os agentes encontraram joias e dinheiro em espécie em endereços revistados. Queiroz, na época, foi abordado no aeroporto Santos Dumont, no Rio, ao tentar embarcar para Brasília e teve o celular apreendido.
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A Polícia Federal informou que “os materiais obtidos na primeira etapa, deflagrada em maio de 2026, desencadearam na segunda fase da investigação, que agora possui o objetivo de apurar a extensão da organização criminosa e suas práticas ilegais”. Em caso de comprovação dos crimes, os envolvidos podem responder por peculato, corrupção (passiva e ativa) e lavagem de dinheiro.
Queiroz, que tem a causa animal como principal bandeira, foi reeleito pelo Rio de Janeiro. O deputado recebeu 58.739 votos, o equivalente a 0,66% dos votos válidos no estado. Ele iniciou a vida política em 2012, quando foi eleito vereador. É advogado formado pela PUC-Rio, mestre em Economia pelo IBMEC-RJ, pós-graduado em Direito Fiscal pela PUC-Rio e em Gerência e Gestão de Projetos pela UFRJ.
VEJA tenta contato com a defesa de Marcelo Queiroz. O espaço está aberto.
Fonte: veja.abril.com.br