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Louvre terá que fechar as portas se não passar por reforma, alerta diretor do museu

Christophe Leribault cobrou do próximo governo francês o compromisso com modernização, que deve custar R$ 5,6 bilhões

O diretor do Louvre, Christophe Leribault, alertou nesta quarta-feira, 14, que o museu mais visitado do mundo poderá ser obrigado a fechar as portas caso não passe por uma ampla reforma. A declaração ocorre quase um ano após o cinematográfico roubo de joias da Coroa francesa, episódio que expôs graves falhas de segurança na instituição, localizada em Paris.

“Qualquer que seja o futuro governo [após as eleições presidenciais na França em 2027], terá de ter em mente que, se o Louvre não for reformado, adaptado e transformado, perderá prestígio muito rapidamente e, a longo prazo, terá que fechar suas portas ao público”, disse Leribault em entrevista ao jornal francês Le Figaro.

O dirigente nomeado em fevereiro defende a implementação do projeto “Louvre Novo Renascimento”, anunciado pelo presidente Emmanuel Macron no início de 2025. Avaliado em aproximadamente 1 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões), o plano prevê a reforma do edifício histórico e a construção de uma nova entrada para aliviar a superlotação. Segundo Leribault, as obras devem durar entre 12 e 15 anos e poderão resultar em um aumento no preço dos ingressos.

Em declarações à agência de notícias AFP, o presidente do museu afirmou que a iniciativa é a única alternativa para assegurar o funcionamento da instituição a longo prazo. “As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, declarou.

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Sucessivas crises

Em 19 de outubro de 2025, um grupo de homens levou joias históricas da Coroa francesa, avaliadas em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões), em apenas oito minutos e em plena luz do dia. O feito chocante expôs as falhas de segurança do museu, que recebeu nove milhões de visitantes só no ano passado.

Vários suspeitos de envolvimento no roubo já foram detidos pela polícia francesa, mas as peças ainda não foram recuperadas. A Galeria de Apolo, onde ocorreu o roubo, reabriu em 22 de julho, nove meses após o crime. Além da tensão institucional, o roubo foi seguido por outras crises, incluindo uma greve de funcionários, vazamentos de água e fraudes na venda de ingressos.

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Segundo Leribault, entre as obras realizadas para tornar o local mais seguro estão a instalação de câmeras “nos pontos mais críticos” e o “reforço da segurança nos acessos”. Na época, as autoridades admitiram que a cobertura das câmeras de segurança do lado externo do museu era insuficiente e que não havia cobertura da varanda por onde ocorreu a invasão. Ainda em 2025, grades foram instaladas na sacada e em janelas, além de outras barreiras físicas em áreas sensíveis e dispositivos de afastamento contra veículos.

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Leribault afirmou, ainda, que a implementação do plano de segurança de 83 milhões de euros (R$ 465 milhões), cujos atrasos foram criticados após o incidente, “avança a passos largos”. O dirigente destacou a complexidade de realização das obras enquanto se mantém o museu aberto a milhões de visitantes.

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Fonte: veja.abril.com.br

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