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Milhares vão às ruas da Colômbia na primeira manifestação contra governo Espriella

Oposição vê direitos ameaçados por políticas linha-dura e teme retrocessos em reformas sociais promovidas durante governo Petro

Milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira, 14, nas principais cidades da Colômbia contra as políticas do presidente de direita Abelardo de la Espriella, na primeira jornada de protestos contra seu governo.

Convocados pela oposição liderada pelo ex-presidente de esquerda Gustavo Petro (2022-2026), sindicatos, comunidades indígenas e estudantes gritaram palavras de ordem como “vai cair!”, em referência ao governo.

Apenas dois meses depois de assumir o poder, Espriella é alvo de diversas críticas internas. A oposição vê direitos ameaçados por políticas linha-dura e teme retrocessos em reformas sociais promovidas por Petro, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.

Me sinto em perigo, nossos direitos estão em risco (…) Tudo pelo que lutamos durante tanto tempo hoje está em risco, disse à agência de notícias AFP Unzo Vargas, funcionário público de 44 anos, que protestou em Bogotá com a bandeira do arco-íris, uma representação da comunidade LGBTQIA+.

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Entre outras preocupações, os manifestantes rejeitaram o restabelecimento das relações diplomáticas com Israel, rompidas durante o mandato de Petro, e a aproximação com o governo de Donald Trump, que consideram um risco à soberania.

Na terça-feira, Espriella decretou a flexibilização do uso da força pelas autoridades em caso de danos ou bloqueios de vias por parte de manifestantes, levantando temores de possíveis repressões. Segundo o presidente, a medida permite atacar o terrorismo urbano disfarçado de protesto.

Em um pronunciamento transmitido em rede nacional, o presidente afirmou que o direito de protestar continuará sendo garantido, acrescentando que as forças de segurança não impedirão que as pessoas manifestem-se pacificamente.

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No entanto, o líder conservador que tomou posse em agosto ressaltou que os direitos daqueles que não participam dos protestos também devem ser respeitados, e que bloqueios em vias que impedem as pessoas de irem ao trabalho e prejudicam o comércio não serão mais tolerados. Sob as novas diretrizes, tais ações poderão ser consideradas atos de agressão; as normas orientam, ainda, que a polícia e os manifestantes estabeleçam corredores humanitários durante as manifestações.

Durante anos, permitimos que bloqueios impedissem a chegada de alimentos e medicamentos às comunidades, disse de la Espriella na segunda-feira. E, erroneamente, chamamos isso de direito. Isso não é exercer um direito e, no meu governo, isso acaba”.

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Nas áreas rurais da Colômbia, comunidades indígenas às vezes bloqueiam estradas principais para protestar contra políticas governamentais ou atrasos na implementação de programas sociais. Em alguns casos, esses bloqueios em estradas rurais duraram semanas.

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Fonte: veja.abril.com.br

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