Mercados operam de olho em CPI americano, que subiu mais que o esperado e pode influenciar decisão sobre juros
O Ibovespa teve desvalorização de 0,18% nesta quarta-feira, 14, recuando para os 206,5 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou principalmente de olho no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que subiu 0,6% em setembro ante ao mês anterior e 3,7% em 12 meses, acima dos 3,6% que o mercado esperava.
Com isso, crescem as chances de o Federal Reserve (Fed), banco central americano, elevar a taxa de juros por lá. Em resposta, os Treasuries subiram para 5,30% e a expectativa de mais uma alta de juros americanos foi de 20% para 50% pelo FedWatch.
Acredito que o juro americano nesse nível acaba pesando em qualquer bolsa emergente, afirma Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital. Aqui dentro, a bolsa vinha de uma alta de quase 9% em uma semana com o rali eleitoral. Então, qualquer notícia ruim vira um motivo de realização de lucro.
No cenário doméstico, os dados de serviços de agosto vieram mais fracos do que o esperado e reforçam a percepção de desaceleração da atividade. Além disso, ruídos políticos relacionados à aproximação do calendário eleitoral também pesaram sobre o sentimento dos investidores.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 2,48%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 2,08%. O Itaú (ITUB4) caiu 1,41%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,25%.
O dólar, por sua vez, encerrou em leve alta e ficou cotado a 5,02 reais. O índice DXY, indicador que mede a força e o valor do dólar em relação a uma cesta de seis moedas de importantes parceiros comerciais do país, subiu depois do CPI e com a expectativa de juros mais altos, o que tende a favorecer a moeda americana.
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Fonte: veja.abril.com.br