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Ibovespa sobe após seis quedas com eleições nos EUA e Copom no radar

Bancos e varejistas avançam, enquanto recuo do petróleo pressiona Petrobras; dólar opera perto da estabilidade

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, sobe nesta quarta-feira, 4, acompanhando o avanço dos mercados internacionais após as eleições legislativas nos Estados Unidos. Os investidores também aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre os juros. Às 11h20, o índice avançava 0,82%, aos 166.891 pontos, tentando interromper uma sequência de seis quedas. Às 11h38, o dólar registrava leve alta de 0,03%, cotado a 5,4915 reais.

O resultado eleitoral americano, com a vitória dos democratas no Congresso, impulsionava as bolsas de Nova York. Às 11h30, o Dow Jones subia 1,89%, o S&P 500 avançava 1,13% e o Nasdaq ganhava 1,06%. No Brasil, ações de bancos, varejistas e da Vale contribuíam para a recuperação do índice, enquanto a Petrobras recuava.

O movimento representa uma melhora em relação à abertura, quando a Bolsa brasileira chegou a operar praticamente estável. As preocupações com o custo do crédito e as contas públicas, porém, continuam no radar.

Na Bolsa, o principal freio continua sendo o custo do dinheiro. Juros elevados encarecem o capital de giro, dificultam o refinanciamento de dívidas e limitam compras parceladas, afirma Gustavo Assis, CEO da Asset.

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Os juros também influenciam a escolha dos investidores entre ações e aplicações de renda fixa. Ao mesmo tempo, aumentam a remuneração disponível na renda fixa, fazendo o investidor exigir maior retorno para assumir o risco das ações, afirma Assis.

Decisão do Copom concentra atenção no Brasil

O Boletim Focus divulgado na terça-feira mostrou uma piora das expectativas das instituições financeiras para 2027. A projeção para a Selic no fim do próximo ano passou de 11,75% para 12,50%, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,31% para 1,20%. A combinação significa financiamento mais caro e menor expansão potencial das vendas, afirma Assis.

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Além da decisão sobre a taxa básica, os investidores vão acompanhar o comunicado do Copom em busca de indicações sobre as próximas reuniões. A sinalização pode influenciar os juros cobrados em operações com vencimentos mais distantes e o custo de financiamento das empresas.

Uma manutenção acompanhada de sinais convincentes de controle da inflação pode aliviar os juros longos e beneficiar a avaliação das empresas, mesmo sem reduzir imediatamente a Selic, afirma Assis. Um corte considerado prematuro corre o risco de produzir o contrário, pressionando câmbio e financiamento.

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Petróleo cai e Petrobras recua mais de 3%

O avanço da Bolsa brasileira ocorria apesar das perdas da Petrobras. Às 11h33, as ações ordinárias da companhia (PETR3) caíam 3,16%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuavam 3,10%.

No mercado internacional, o contrato futuro do Brent para janeiro de 2027, referência internacional para os preços do petróleo, perdia 3,05%, negociado a 100,44 dólares por barril, às 11h38.

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Na ponta positiva, bancos e varejistas registravam ganhos desde o início das negociações. Às 10h14, o Itaú Unibanco (ITUB4) subia 2,70% e o Santander Brasil (SANB11) avançava 5,68%. Às 10h20, o Magazine Luiza (MGLU3) ganhava 5,89% e a Casas Bahia (BHIA3), 4,48%.

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Fonte: veja.abril.com.br

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