Para editor, votação evidenciou aliança com o governo e capacidade de articulação de Alcolumbre
A aprovação da PEC da Segurança Pública sem alterações em relação ao texto da Câmara fortaleceu Davi Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado em fevereiro de 2027. Na avaliação do editor de VEJA José Benedito da Silva, a votação demonstrou o alinhamento entre Alcolumbre e o governo Lula e expôs os obstáculos que Rogério Marinho deverá enfrentar para construir uma candidatura de oposição (este texto é um resumo do vídeo acima).
No Ponto de Vista, apresentado por Laísa DallAgnol, nesta quarta-feira, 4, o jornalista destacou o contraste entre o apoio unânime à proposta e a divisão sobre a votação de emendas. Não foi uma retirada pacífica, afirmou, ao comentar a derrota da tentativa de incluir a redução da maioridade penal.
O que a votação revelou sobre a força do governo?
A PEC recebeu 75 votos favoráveis e nenhum contrário. Já a retirada da emenda foi aprovada por uma margem estreita: 38 votos a 36. O resultado permitiu preservar o texto que havia passado pela Câmara, evitando uma nova rodada de votação naquela Casa e abrindo caminho para a promulgação.
Para o editor, a inclusão do tema da maioridade penal havia ocorrido por cálculo eleitoral. Sua retirada representou uma vitória do governo e deu uma demonstração da força da articulação com Alcolumbre.
Por que Alcolumbre sai fortalecido para fevereiro?
José Benedito avaliou que a parceria entre o governo e Alcolumbre tende a ganhar força no restante da legislatura e a influenciar a eleição para a presidência do Senado. O embate com Marinho durante a votação, segundo ele, antecipa uma disputa que poderá se repetir pelo comando da Casa.
O editor destacou o domínio de Alcolumbre sobre a pauta, o conhecimento do regimento e a capacidade de conduzir sessões e negociar apoios. Na sua análise, esses instrumentos serão importantes para a tentativa de permanecer na presidência na próxima legislatura.
Quais dificuldades Rogério Marinho terá pela frente?
Rogério Marinho já percebeu que não vai ter vida fácil, afirmou José Benedito. Segundo o jornalista, Marinho deve lançar sua candidatura como representante da oposição, mas terá de enfrentar um adversário com capacidade de articulação e apoio do Planalto.
Para o editor, a votação da PEC tornou esse alinhamento especialmente visível. Além de disputar votos entre os senadores, Marinho precisará superar a atuação conjunta do governo e de Alcolumbre, que, na avaliação de José Benedito, constitui um obstáculo adicional ao seu projeto.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br