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Ibovespa sobe após Copom com juros e balanços no radar

Dólar avança a R$ 5,48; investidores avaliam pausa nos cortes da Selic e queda da produção industrial

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, sobe nesta quinta-feira, 5, após o Banco Central manter a Selic em 13,75% ao ano. Os investidores avaliam as perspectivas para os juros e os resultados das empresas, enquanto a recuperação das perdas recentes divide espaço com sinais de enfraquecimento da atividade. Às 11h37, o índice avançava 0,38%, aos 168.200 pontos. Às 11h52, o dólar subia 0,31%, cotado a 5,4761 reais.

A recuperação é compatível com uma recomposição de posições após as perdas recentes, apoiada pela melhora do ambiente internacional na véspera, afirma Fábio Murad, consultor da Wiser Asset.

Nesta sessão, porém, a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos americanos compõe um cenário externo menos favorável. Às 11h52, o contrato futuro do Brent para janeiro de 2027, referência internacional para os preços do petróleo, avançava 2,67%, a 97,15 dólares por barril.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada na quarta-feira, interrompeu a sequência de cortes dos juros. O Banco Central também elevou sua projeção de inflação para 2027 de 3,9% para 4,7%, aumentando a distância em relação à meta de 3%.

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A manutenção da Selic em 13,75% não impediu a alta da Bolsa porque já era amplamente esperada. O que importa agora é a duração da pausa, afirma Murad.

Inflação e indústria colocam juros no centro das atenções

A produção industrial caiu 0,8%, resultado pior que a expectativa de recuo de 0,2%. O dado acrescenta um sinal de perda de força da economia ao cenário de inflação ainda elevada.

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Para as empresas, significa crédito caro e maior dificuldade de expandir vendas, afirma Murad. A queda dos juros intermediários, acompanhada de alta nos vencimentos longos, sugere que a perspectiva de desaceleração convive com preocupações persistentes sobre inflação e contas públicas.

As taxas negociadas para diferentes prazos refletem as expectativas dos investidores sobre os juros nos próximos anos. Elas influenciam o custo dos empréstimos e o financiamento das companhias, mesmo sem uma mudança imediata na Selic.

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Balanço da C&A mostra diferença entre lucro divulgado e ajustado

Os resultados corporativos também movimentam as negociações. A C&A registrou crescimento de 145% no lucro divulgado, enquanto o resultado ajustado, que exclui determinados efeitos para permitir a comparação do desempenho entre períodos, recuou 23,3%.

Na C&A, o lucro divulgado cresceu 145%, mas o resultado ajustado recuou 23,3%, mostrando a importância de separar efeitos extraordinários da capacidade recorrente de gerar caixa, afirma Murad.

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A Bolsa busca sustentar a segunda sessão consecutiva de ganhos após as perdas recentes. A segunda sessão de alta traz alívio, mas a sustentação dependerá de sinais fiscais concretos e de melhora das expectativas de juros e lucros, afirma o consultor.

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Fonte: veja.abril.com.br

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