Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Em nova ofensiva jurídica, Paes pede ao TRE cassação de Douglas Ruas

Ação será analisada pela Justiça Eleitoral, que precisa definir se há elementos para iniciar investigação sobre o governador eleito

Favorito nas pesquisas, mas derrotado nas urnas, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) contra o adversário vitorioso, Douglas Ruas (PL), e a vice Fernanda Louback (PL). Ele pede a cassação e inelegibilidade da chapa rival por suposto abuso de poder econômico, desinformação eleitoral e compra de votos. VEJA pediu manifestação do governador eleito.

Em uma ação de 90 páginas, a campanha de Eduardo Paes atribui aos candidatos do PL uma “estratégia coordenada de desinformação e manipulação do eleitorado”. O processo ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral, que vai definir se há ou não elementos para iniciar uma investigação.

Os advogados dão destaque aos santinhos apócrifos que circularam com a foto do ex-prefeito e o número 13, do PT, ou 22, do PL, no lugar do 55, do PSD. O material foi encontrado e apreendido por fiscais da Justiça Eleitoral. Mais de 204 mil eleitores digitaram e confirmaram o 13 para governador e anularam seus votos. Não há provas de que o conteúdo tenha sido distribuído por iniciativa de Ruas.

O ex-prefeito também acusa a campanha adversária de contratar e custear com recursos do fundo de campanha a produção de 100 mil panfletos com desinformação. O material atribuiu a Eduardo Paes bandeiras como a legalização do aborto, a liberação das drogas e os banheiros unissex, o que, segundo o processo, gerou prejuízos junto ao numeroso eleitorado conservador e evangélico. Mais de 1 milhão de cartazes que associavam o pessedista ao presidente Lula e destacavam o número 13 também são questionados por, na avaliação do PSD, induzirem o eleitor ao erro.

Continua após a publicidade

Douglas Ruas se elegeu com uma vantagem de 564 214 votos, beneficiado pela anulação da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado, o que garantiu a vitória no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos. A campanha de Eduardo Paes afirma que a estratégia de desinformação “tem magnitude suficiente para interferir na definição” do resultado.

A ação ainda levanta suspeitas de compra de votos e coação de eleitores. Como mostrou VEJA, um fator considerado decisivo para o resultado eleitoral aquém do esperado é o domínio exercido pelo crime organizado em uma fatia considerável do estado, o que na avaliação dos aliados explica a divergência entre as pesquisas de intenção de voto e o desfecho extraído das urnas. A campanha tem convicção de que a coação e a compra de votos em regiões conflagradas distorceu a votação. Os advogados juntaram ao processo relatos de eleitores publicados nas redes sociais e enviados ao Disque Denúncia.

Continua após a publicidade

Esta é mais uma ofensiva jurídica do ex-prefeito. O partido dele também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar levar a eleição fluminense ao segundo turno, embora Douglas Ruas já tenha sido declarado governador eleito pela Justiça Eleitoral. O relator é o ministro Cristiano Zanin, que ainda não tomou uma decisão.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar