A empresa responsável pelo helicóptero que caiu na Vista Chinesa, no Rio, e deixou quatro mortos, tem 30 dias para apresentar um plano de recuperação ambiental da área atingida pelo acidente. A determinação é da Justiça Federal, que também mandou bloquear bens da companhia. A decisão foi tomada na quinta-feira, dia 15, depois que o Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos e seu sócio-administrador. O MPF cobra

A empresa responsável pelo helicóptero que caiu na Vista Chinesa, no Rio, e deixou quatro mortos, tem 30 dias para apresentar um plano de recuperação ambiental da área atingida pelo acidente. A determinação é da Justiça Federal, que também mandou bloquear bens da companhia. A decisão foi tomada na quinta-feira, dia 15, depois que o Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos e seu sócio-administrador. O MPF cobra uma indenização de R$ 10 milhões pelos danos ambientais provocados pela queda do helicóptero. O acidente aconteceu no dia 8 de agosto, durante um voo panorâmico comercial na região da Vista Chinesa. O piloto e três passageiros colombianos morreram. Na ação, o Ministério Público pediu o bloqueio de contas bancárias, veículos, imóveis e outros bens dos responsáveis, até o limite de 10 milhões de reais. Também cobrou a recuperação completa da área afetada. A Justiça aceitou parte dos pedidos e determinou o bloqueio de bens da empresa, incluindo contas bancárias, investimentos, imóveis, veículos e participações em outras empresas. Além disso, a companhia e seu sócio-administrador precisam apresentar, em até 30 dias, um plano com as medidas necessárias pra recuperar a área atingida pelo acidente. Já o pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos ambientais ainda não foi decidido. A Justiça vai analisar essa cobrança ao longo do processo. Outros desdobramentos: Dez dias depois do acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, anunciou a suspensão de quatro empresas que faziam voos panorâmicos no Rio, incluindo a Voos Rio Panorâmico. Das 18 aeronaves fiscalizadas, nove também tiveram as operações interrompidas. No caso da empresa responsável pelo helicóptero que caiu, a fiscalização encontrou falhas no controle do cansaço dos pilotos e problemas nos registros de manutenção. A Anac suspendeu a autorização de funcionamento da companhia e interditou outras seis aeronaves da frota. A Prefeitura do Rio também proibiu cinco empresas de utilizar o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, entre elas a Voos Rio Panorâmico. Segundo o município, essas companhias tinham autorização para pousos e decolagens, mas não para vender passeios turísticos a partir do local. Além disso, o Ministério Público Federal entrou com outra ação na Justiça para tentar mudar as rotas dos voos comerciais de helicóptero. O órgão quer que essas aeronaves passem a utilizar um corredor aéreo sobre o mar, afastado das áreas mais movimentadas da cidade, para reduzir os riscos de acidentes e o barulho para os moradores.
Fonte: cbn.globo.com