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Coreia do Sul testa sua primeira arma hipersônica

Avanço acirra corrida armamentista local, dias após regime norte-coreano ter lançado novo míssil hipersônico

A Coreia do Sul testou nesta quinta-feira, 8, sua primeira arma hipersônica de fabricação nacional, informou o gabinete presidencial do país. O avanço ocorre em meio a tensões com a vizinha Coreia do Norte, que tem no desenvolvimento de equipamentos bélicos sua prioridade máxima.

“O presidente Lee Jae Myung acompanhou, nesta tarde, o primeiro lançamento de teste de um veículo planador hipersônico (HGV), que está atualmente em fase de pesquisa e desenvolvimento utilizando tecnologias nacionais”, declarou a Casa Azul, sede da Presidência, em um comunicado.

Trata-se de uma “vantagem estratégica fundamental, capaz de mudar o curso das operações no campo de batalha”, acrescentou, detalhando que “as trajetórias de voo imprevisíveis e a velocidade vertiginosa das ogivas permitem atacar alvos estratégicos cruciais”.

O que são armas hipersônicas?

Os veículos planadores hipersônicos são impulsionados em direção à alta atmosfera por foguetes e, em seguida, planam em direção ao alvo a uma velocidade cinco vezes superior à do som, ou até mais. Isso reduz drasticamente o tempo de reação de sistemas de defesa.

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Além disso, diferente dos mísseis balísticos tradicionais (que seguem uma trajetória previsível em arco), as armas hipersônicas conseguem mudar de direção e altitude em pleno voo, outro empecilho para a interceptação. Também voam mais baixo que mísseis balísticos intercontinentais, o que atrasa a detecção por radares baseados no solo.

Corrida armamentista local

O anúncio de Seul ocorre dias depois de a Coreia do Norte afirmar ter testado um míssil hipersônico de alcance intermediário.

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Segundo Pyongyang, o lançamento de sábado utilizou inteligência artificial e, graças a ela, “não há como evitar” o ataque do míssil. A Coreia do Norte garantiu ainda que seu míssil é “capaz de modificar sua trajetória de voo em baixa altitude”.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos sustentam, no entanto, que o míssil norte-coreano estava “em um nível que pode ser detectado e interceptado adequadamente utilizando os meios defensivos de que dispõem ambos os aliados”.

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(Com informações da AFP)

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Fonte: veja.abril.com.br

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