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Ibovespa opera em alta com petróleo e eleições no radar; dólar sobe

Bolsa avança 0,46% após duas sessões de correção, enquanto investidores acompanham os juros americanos e aguardam nova pesquisa Datafolha

O Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira, 8, em uma tentativa de recuperação após duas sessões consecutivas de queda. O principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,88%, aos 205 245 pontos, enquanto o dólar subia para perto de 5,02 reais, pressionado pelo cenário internacional.

O movimento ocorre em meio à valorização do petróleo e à preocupação dos investidores com a trajetória dos juros nos Estados Unidos. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, reforçou a possibilidade de um novo aumento das taxas, elevando a cautela nos mercados globais.

Segundo Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, a combinação entre petróleo mais caro e perspectivas de juros elevados nos Estados Unidos favorece a procura pela moeda americana, mesmo diante do otimismo que tomou conta dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições presidenciais. A disparada do petróleo aumenta o risco de inflação, enquanto a ata do Fed reforça a possibilidade de outro aumento dos juros americanos. Isso favorece a busca por proteção e limita o espaço para valorização do real, mesmo com o otimismo eleitoral no Brasil, afirma.

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Na Bolsa, o impacto da alta do petróleo é desigual. Enquanto a Petrobras pode se beneficiar da valorização da commodity, empresas que dependem de combustíveis e energia enfrentam a perspectiva de custos mais elevados. A pressão inflacionária também pode dificultar a queda dos juros, afetando especialmente setores como varejo e construção civil.

No cenário doméstico, o mercado aguarda a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, que poderá influenciar as expectativas para o segundo turno da eleição presidencial. A reação positiva dos ativos brasileiros após a primeira votação esteve associada, entre outros fatores, à percepção de parte dos investidores de que uma eventual alternância de poder poderia resultar em maior disciplina fiscal. Essa expectativa, entretanto, ainda depende das propostas econômicas apresentadas pelos candidatos e das condições políticas para sua implementação.

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Para Murad, a composição do Congresso também será determinante para avaliar a viabilidade das medidas defendidas pelos presidenciáveis. Ao mesmo tempo, a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira tem contribuído para sustentar o mercado, embora não assegure a continuidade da valorização. Nos próximos dias, a pesquisa Datafolha será importante para avaliar se as expectativas que impulsionaram os ativos após o primeiro turno continuam sustentadas, explica o consultor.

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Até onde o Ibovespa pode chegar?

Até o segundo turno, o desempenho da Bolsa deverá depender da combinação entre o cenário eleitoral brasileiro e as condições internacionais. Na avaliação de Murad, uma melhora das expectativas fiscais, acompanhada de menor pressão externa, poderia abrir espaço para o Ibovespa voltar a testar a máxima recente de aproximadamente 209,6 mil pontos. Nesse ambiente, o dólar também poderia retornar a patamares inferiores a 5 reais.

Por outro lado, uma continuidade da alta do petróleo ou uma deterioração das expectativas eleitorais poderia provocar uma nova rodada de realização de lucros, colocando novamente a região dos 200 mil pontos no radar dos investidores. Nesse cenário, a moeda americana poderia permanecer acima de 5 reais.

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Fonte: veja.abril.com.br

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