No Dia do Trabalhador, ex-ministros defendem fim da escala 6x1: 'Garanto que o Brasil não quebra'
O governo Lula foi representado por Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva nos atos do 1º de maio em São Paulo. Os ex-ministros minimizaram as derrotas da semana no Congresso, classificadas por Haddad como “uma derrota no combate à corrupção”. Em outro ato em São Paulo destinado a defender o fim da escala 6x1, a deputada Erika Hilton foi mais enfática e chamou o Congresso de “inimigo do povo”. Com ausência do presidente Lula pelo segundo ano consecutivo, os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva representaram o governo federal no ato do Dia do Trabalho organizado pela Força Sindical na sede da organização, na região central de São Paulo. A última vez que Lula participou das festas do 1º de maio foi em 2024. Na época, a manifestação em frente ao estádio do Corinthians ficou marcada pela presença tímida de público, o que levou o presidente a fazer críticas públicas aos organizadores. O ato desta sexta aconteceu numa semana de duas das maiores derrotas do governo Lula no Congresso: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Em sua fala, Haddad minimizou as derrotas, mas disse que elas foram uma “derrota no combate à corrupção”: "Eu mesmo estava vendo analistas políticos dizendo que por trás dessa derrota tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil, e isso se tiver acontecido, porque nós estamos sempre precisando passar a limpo determinados escândalos, sobretudo os que ganharam aí a esfera pública pela escala, pela desfaçatez dos criminosos envolvidos." A ex-ministra Marina Silva endossou o coro e lamentou a rejeição a Jorge Messias: "Enquanto eles dizem que derrotaram o presidente Lula não aprovando o nosso companheiro Messias, eu concordo. Quem perdeu não foi o presidente Lula. A derrota foi para o Brasil e ninguém pode derrotar mais de 200 milhões de pessoas impunemente. Nós temos que estar aqui nesse 1º de maio em legítima defesa da vida, em legítima defesa da democracia." Marina Silva foi anunciada no evento como pré-candidata ao senado por São Paulo. A vaga que ela disputa com o ex-ministro Márcio França, no entanto, ainda não está definida. De certo, apenas a candidatura ao Senado da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet. Em discurso, ela ainda defendeu o fim da escala 6x1 e disse que a medida cabe no orçamento: "Eu garanto para vocês, está aqui quem mais entende de economia atual no Brasil, que foi ministro da Fazenda até recentemente, eu, ministra do Orçamento Brasileiro. Eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com o 13º, com horas extras e como não vai quebrar com este avanço extraordinário que foi a aprovação do projeto da licença paternidade." As centrais sindicais investiram em eventos descentralizados, e não mais um grande ato único. Na Praça Roosevelt, também no Centro, o foco de outra manifestação foi o fim da escala 6x1, com a presença deputada federal Érika Hilton, do PSOL, autora de uma das PECs sobre o tema. Em sua fala, ela foi mais enfática que os ex-ministros do governo Lula nas críticas ao Congresso: "Este Congresso que é, sim, inimigo do povo brasileiro, inimigo da classe trabalhadora, inimigo dos avanços sociais, um Congresso que só quer pensar em benefício pra si próprio ou pros bandidos que tentaram um golpe de Estado neste país. Hoje, a classe trabalhadora toma as ruas do Brasil inteiro pra dizer, basta de escala seis por um, é sem anistia, é sem dosimetria." Já a Central Única dos Trabalhadores organizou uma manifestação no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, com show de Glória Groove. Não houve ato das centrais sindicais na Avenida Paulista por um veto da Polícia Militar. Grupos de direita haviam feito solicitação antes, ainda em 2024, e por isso foram atendidos. Mas o ato teve um quórum baixo de público, com cerca de 90 pessoas marcando presença.

O governo Lula foi representado por Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva nos atos do 1º de maio em São Paulo. Os ex-ministros minimizaram as derrotas da semana no Congresso, classificadas por Haddad como “uma derrota no combate à corrupção”. Em outro ato em São Paulo destinado a defender o fim da escala 6x1, a deputada Erika Hilton foi mais enfática e chamou o Congresso de “inimigo do povo”. Com ausência do presidente Lula pelo segundo ano consecutivo, os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva representaram o governo federal no ato do Dia do Trabalho organizado pela Força Sindical na sede da organização, na região central de São Paulo. A última vez que Lula participou das festas do 1º de maio foi em 2024. Na época, a manifestação em frente ao estádio do Corinthians ficou marcada pela presença tímida de público, o que levou o presidente a fazer críticas públicas aos organizadores. O ato desta sexta aconteceu numa semana de duas das maiores derrotas do governo Lula no Congresso: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Em sua fala, Haddad minimizou as derrotas, mas disse que elas foram uma “derrota no combate à corrupção”: "Eu mesmo estava vendo analistas políticos dizendo que por trás dessa derrota tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil, e isso se tiver acontecido, porque nós estamos sempre precisando passar a limpo determinados escândalos, sobretudo os que ganharam aí a esfera pública pela escala, pela desfaçatez dos criminosos envolvidos." A ex-ministra Marina Silva endossou o coro e lamentou a rejeição a Jorge Messias: "Enquanto eles dizem que derrotaram o presidente Lula não aprovando o nosso companheiro Messias, eu concordo. Quem perdeu não foi o presidente Lula. A derrota foi para o Brasil e ninguém pode derrotar mais de 200 milhões de pessoas impunemente. Nós temos que estar aqui nesse 1º de maio em legítima defesa da vida, em legítima defesa da democracia." Marina Silva foi anunciada no evento como pré-candidata ao senado por São Paulo. A vaga que ela disputa com o ex-ministro Márcio França, no entanto, ainda não está definida. De certo, apenas a candidatura ao Senado da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet. Em discurso, ela ainda defendeu o fim da escala 6x1 e disse que a medida cabe no orçamento: "Eu garanto para vocês, está aqui quem mais entende de economia atual no Brasil, que foi ministro da Fazenda até recentemente, eu, ministra do Orçamento Brasileiro. Eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com o 13º, com horas extras e como não vai quebrar com este avanço extraordinário que foi a aprovação do projeto da licença paternidade." As centrais sindicais investiram em eventos descentralizados, e não mais um grande ato único. Na Praça Roosevelt, também no Centro, o foco de outra manifestação foi o fim da escala 6x1, com a presença deputada federal Érika Hilton, do PSOL, autora de uma das PECs sobre o tema. Em sua fala, ela foi mais enfática que os ex-ministros do governo Lula nas críticas ao Congresso: "Este Congresso que é, sim, inimigo do povo brasileiro, inimigo da classe trabalhadora, inimigo dos avanços sociais, um Congresso que só quer pensar em benefício pra si próprio ou pros bandidos que tentaram um golpe de Estado neste país. Hoje, a classe trabalhadora toma as ruas do Brasil inteiro pra dizer, basta de escala seis por um, é sem anistia, é sem dosimetria." Já a Central Única dos Trabalhadores organizou uma manifestação no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, com show de Glória Groove. Não houve ato das centrais sindicais na Avenida Paulista por um veto da Polícia Militar. Grupos de direita haviam feito solicitação antes, ainda em 2024, e por isso foram atendidos. Mas o ato teve um quórum baixo de público, com cerca de 90 pessoas marcando presença.

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