França anuncia que está finalizando plano de escolta a navios no Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou nesta quinta-feira (9) que a França, juntamente com parceiros europeus e não europeus, está 'finalizando' o plano para estabelecer uma missão de escolta naval no Estreito de Ormuz assim que os combates cessarem efetivamente. 'O planejamento para esta missão está sendo finalizado entre autoridades militares francesas e os países que se voluntariaram', declarou Barrot à rádio France Inter. Segundo o ministro, é provável que o tráfego naval possa atravessar o estreito com segurança assim que um acordo for firmado e 'com um sistema de escolta'. 'O trabalho está bem encaminhado' para implementar a missão 'assim que a calma for totalmente restabelecida', acrescentou. Nessa quarta-feira (8), o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que cerca de 15 países estão prontos para participar da iniciativa. Preço do petróleo volta a subir diante do temor de interrupção do cessar-fogo Fumaça em Beirute, no Líbano, após ataque de Israel. AFP O preço do petróleo voltou a subir e as bolsas asiáticas fecharam em queda diante do temor de interrupção do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O regime iraniano acusou Israel de ter violado o acordo por atacar o Hezbollah em território libanês. Na maior ofensiva em um dia desde o início da guerra, o Exército Israelense matou mais de 250 pessoas. Em resposta aos bombardeios, o regime iraniano fechou novamente o Estreito de Ormuz, deixando parados cerca de 800 navios petroleiros. Os governos dos Estados Unidos e de Israel alegam que o Líbano não foi incluído na trégua de duas semanas, anunciada na terça-feira à noite. Nesta quinta-feira (9), o Exército de Israel confirmou ter matado o sobrinho e secretário pessoal do chefe do Hezbollah num ataque a Beirute durante a noite. Diante das incertezas sobre o cumprimento do acordo, o preço do barril de petróleo voltou a subir e está perto dos 100 dólares. Agora, o presidente iraniano alerta que a retomada das hostilidades é iminente caso Israel não recue dos ataques ao Líbano. Do lado americano, o presidente Donald Trump ameaça fazer novos ataques se o Irã não cumprir o que ele chamou de “verdadeiro acordo”. Apesar da fragilidade da trégua, por enquanto está mantida para o fim de semana a reunião de representantes dos Estados Unidos e do Irã no Paquistão para tentar negociar o fim da guerra. A equipe de Teerã será liderada pelo presidente do Parlamento e ex-comandante da Guarda Revolucionária, além do ministro das Relações Exteriores. Já a delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente JD Vance. O republicano disse que a proposta de paz apresentada pelo Irã parece ter sido escrita pelo ChatGPT. Segundo o vice-presidente americano, ao menos três versões distintas de um plano de 10 pontos circularam nos bastidores, dificultando a definição de uma base comum para o diálogo. O economista sênior do Banco Inter, André Valério, destacou que o mercado deve continuar instável diante do cenário de incertezas sobre o desfecho do conflito.

França anuncia que está finalizando plano de escolta a navios no Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou nesta quinta-feira (9) que a França, juntamente com parceiros europeus e não europeus, está 'finalizando' o plano para estabelecer uma missão de escolta naval no Estreito de Ormuz assim que os combates cessarem efetivamente. 'O planejamento para esta missão está sendo finalizado entre autoridades militares francesas e os países que se voluntariaram', declarou Barrot à rádio France Inter. Segundo o ministro, é provável que o tráfego naval possa atravessar o estreito com segurança assim que um acordo for firmado e 'com um sistema de escolta'. 'O trabalho está bem encaminhado' para implementar a missão 'assim que a calma for totalmente restabelecida', acrescentou. Nessa quarta-feira (8), o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que cerca de 15 países estão prontos para participar da iniciativa. Preço do petróleo volta a subir diante do temor de interrupção do cessar-fogo Fumaça em Beirute, no Líbano, após ataque de Israel. AFP O preço do petróleo voltou a subir e as bolsas asiáticas fecharam em queda diante do temor de interrupção do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O regime iraniano acusou Israel de ter violado o acordo por atacar o Hezbollah em território libanês. Na maior ofensiva em um dia desde o início da guerra, o Exército Israelense matou mais de 250 pessoas. Em resposta aos bombardeios, o regime iraniano fechou novamente o Estreito de Ormuz, deixando parados cerca de 800 navios petroleiros. Os governos dos Estados Unidos e de Israel alegam que o Líbano não foi incluído na trégua de duas semanas, anunciada na terça-feira à noite. Nesta quinta-feira (9), o Exército de Israel confirmou ter matado o sobrinho e secretário pessoal do chefe do Hezbollah num ataque a Beirute durante a noite. Diante das incertezas sobre o cumprimento do acordo, o preço do barril de petróleo voltou a subir e está perto dos 100 dólares. Agora, o presidente iraniano alerta que a retomada das hostilidades é iminente caso Israel não recue dos ataques ao Líbano. Do lado americano, o presidente Donald Trump ameaça fazer novos ataques se o Irã não cumprir o que ele chamou de “verdadeiro acordo”. Apesar da fragilidade da trégua, por enquanto está mantida para o fim de semana a reunião de representantes dos Estados Unidos e do Irã no Paquistão para tentar negociar o fim da guerra. A equipe de Teerã será liderada pelo presidente do Parlamento e ex-comandante da Guarda Revolucionária, além do ministro das Relações Exteriores. Já a delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente JD Vance. O republicano disse que a proposta de paz apresentada pelo Irã parece ter sido escrita pelo ChatGPT. Segundo o vice-presidente americano, ao menos três versões distintas de um plano de 10 pontos circularam nos bastidores, dificultando a definição de uma base comum para o diálogo. O economista sênior do Banco Inter, André Valério, destacou que o mercado deve continuar instável diante do cenário de incertezas sobre o desfecho do conflito.