Ex-número três da Fazenda de SP é preso em investigação sobre propina para liberar créditos tributários

O Ministério Público de São Paulo prendeu André Weiss, ex-número três da Secretaria Estadual da Fazenda, e o advogado João Buttini em uma investigação sobre propina para interferir na liberação de créditos tributários. Weiss deixou o cargo em maio deste ano. Já Vitor Manuel dos Santos Alves Júnior, ex-diretor executivo da Administração Tributária, é alvo de buscas. Ao todo, são cumpridos mandados em 47 endereços na capital, Grande São Paulo, interior e em Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, Buttini teria repassado cerca de R$ 13,6 milhões ao então delegado tributário do Butantã entre 2021 e agosto do ano passado. Esse ex-delegado afirmou ter entregue aproximadamente quatro milhões e 500 mil reais em dinheiro vivo a um ex-dirigente da administração tributária. Os valores seriam transportados, geralmente, em mochilas. O Ministério Público afirma que o esquema atuava em pedidos de ressarcimento de ICMS e aproveitamento de créditos acumulados. As propinas variavam de 1% a 10% do valor dos créditos. A organização teria dois núcleos. No privado, profissionais buscavam grandes contribuintes, negociavam facilidades e repassavam parte dos valores a agentes públicos. Servidores, por sua vez, interfeririam na fiscalização e acelerariam ou aprovariam procedimentos. A investigação reúne colaboração premiada, anotações sobre divisão de dinheiro, dados bancários e fiscais, relatórios do Coaf, informações extraídas de aparelhos eletrônicos e uma gravação ambiental periciada. A Justiça também afastou seis investigados de funções públicas. Os 27 alvos não podem manter contato, devem entregar os passaportes e estão proibidos de deixar o país. A operação é um desdobramento da investigação iniciada em agosto do ano passado.

Ex-número três da Fazenda de SP é preso em investigação sobre propina para liberar créditos tributários

O Ministério Público de São Paulo prendeu André Weiss, ex-número três da Secretaria Estadual da Fazenda, e o advogado João Buttini em uma investigação sobre propina para interferir na liberação de créditos tributários. Weiss deixou o cargo em maio deste ano. Já Vitor Manuel dos Santos Alves Júnior, ex-diretor executivo da Administração Tributária, é alvo de buscas. Ao todo, são cumpridos mandados em 47 endereços na capital, Grande São Paulo, interior e em Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, Buttini teria repassado cerca de R$ 13,6 milhões ao então delegado tributário do Butantã entre 2021 e agosto do ano passado. Esse ex-delegado afirmou ter entregue aproximadamente quatro milhões e 500 mil reais em dinheiro vivo a um ex-dirigente da administração tributária. Os valores seriam transportados, geralmente, em mochilas. O Ministério Público afirma que o esquema atuava em pedidos de ressarcimento de ICMS e aproveitamento de créditos acumulados. As propinas variavam de 1% a 10% do valor dos créditos. A organização teria dois núcleos. No privado, profissionais buscavam grandes contribuintes, negociavam facilidades e repassavam parte dos valores a agentes públicos. Servidores, por sua vez, interfeririam na fiscalização e acelerariam ou aprovariam procedimentos. A investigação reúne colaboração premiada, anotações sobre divisão de dinheiro, dados bancários e fiscais, relatórios do Coaf, informações extraídas de aparelhos eletrônicos e uma gravação ambiental periciada. A Justiça também afastou seis investigados de funções públicas. Os 27 alvos não podem manter contato, devem entregar os passaportes e estão proibidos de deixar o país. A operação é um desdobramento da investigação iniciada em agosto do ano passado.