Sobe para 750 o número de mortos após avalanche no Nepal

O número de mortos no Nepal e no Tibete em decorrência das catastróficas inundações da semana passada chegou a 750 neste domingo. Mais de três mil pessoas estão desaparecidas. Segundo as autoridades, as equipes de resgate têm se deslocado para áreas mais altas à medida que as chuvas elevam o nível dos rios. As operações de resgate foram suspensas diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo. As autoridades também estão preocupadas com a possibilidade de novas inundações provocadas pelo transbordamento de um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China. O lago surgiu após um deslizamento de lama causado pelo colapso de uma geleira, na quarta-feira, e já começou a transbordar para rios do Nepal. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre. A China atribuiu a tragédia aos efeitos das mudanças climáticas. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmou, em um telefonema com o chanceler nepalês no sábado, que o deslizamento de terra foi o desastre transfronteiriço mais grave registrado entre os dois países nos últimos anos. Segundo ele, as operações de resgate enfrentam dificuldades e complexidades sem precedentes. No Nepal, os esforços estão concentrados também em centenas de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas após uma torrente de gelo, rochas e lama atingir rios da região do Himalaia. O número de mortos no Nepal subiu para 734, com quase 2.500 desaparecidos. Na China, 16 pessoas morreram no condado de Gyirong até a noite de sábado. Entre os desaparecidos estão estrangeiros de diversos países. No lado tibetano, 261 estrangeiros de 23 nacionalidades estão desaparecidos. Nepal e China trabalham em conjunto para identificar cidadãos e estrangeiros desaparecidos e reforçar a cooperação na prevenção e na resposta a desastres relacionados às mudanças climáticas. O Nepal informou que, neste momento, não precisa de ajuda estrangeira para as operações de resgate em geral. Segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, porém, o país necessita de assistência especializada em áreas como resgate em túneis, realização de testes de DNA, armazenamento refrigerado de corpos e identificação forense de restos mortais em decomposição.

Sobe para 750 o número de mortos após avalanche no Nepal

O número de mortos no Nepal e no Tibete em decorrência das catastróficas inundações da semana passada chegou a 750 neste domingo. Mais de três mil pessoas estão desaparecidas. Segundo as autoridades, as equipes de resgate têm se deslocado para áreas mais altas à medida que as chuvas elevam o nível dos rios. As operações de resgate foram suspensas diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo. As autoridades também estão preocupadas com a possibilidade de novas inundações provocadas pelo transbordamento de um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China. O lago surgiu após um deslizamento de lama causado pelo colapso de uma geleira, na quarta-feira, e já começou a transbordar para rios do Nepal. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre. A China atribuiu a tragédia aos efeitos das mudanças climáticas. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmou, em um telefonema com o chanceler nepalês no sábado, que o deslizamento de terra foi o desastre transfronteiriço mais grave registrado entre os dois países nos últimos anos. Segundo ele, as operações de resgate enfrentam dificuldades e complexidades sem precedentes. No Nepal, os esforços estão concentrados também em centenas de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas após uma torrente de gelo, rochas e lama atingir rios da região do Himalaia. O número de mortos no Nepal subiu para 734, com quase 2.500 desaparecidos. Na China, 16 pessoas morreram no condado de Gyirong até a noite de sábado. Entre os desaparecidos estão estrangeiros de diversos países. No lado tibetano, 261 estrangeiros de 23 nacionalidades estão desaparecidos. Nepal e China trabalham em conjunto para identificar cidadãos e estrangeiros desaparecidos e reforçar a cooperação na prevenção e na resposta a desastres relacionados às mudanças climáticas. O Nepal informou que, neste momento, não precisa de ajuda estrangeira para as operações de resgate em geral. Segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, porém, o país necessita de assistência especializada em áreas como resgate em túneis, realização de testes de DNA, armazenamento refrigerado de corpos e identificação forense de restos mortais em decomposição.