Coluna GENTE relembra obras que têm clãs proeminentes no protagonismo da narrativa
O sucesso de Quem Ama Cuida está atrelado ao carisma da poderosa e disfuncional família Brandão, que disputa o espólio do patriarca Arthur Brandão. A mistura de interesses obscuros, rivalidades e reviravoltas tem sido uma das marcas da trama e um dos fatores por trás de sua repercussão. A fórmula não é inédita, com diferentes produções apostando na força das narrativas familiares, combinada a roteiros bem construídos, para conquistar público e crítica. Relembre alguns clássicos a fazerem uso desta mesma estrutura:
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O Poderoso Chefão (1972)

Talvez o principal expoente do gênero, o filme de Francis Ford Coppola gira em torno dos negócios mafiosos da família Corleone, liderada pelo patriarca Vito. À medida que o “Don” envelhece e os conflitos se intensificam, seus filhos Sonny e Michael assumem papéis cada vez mais importantes nos negócios da família. O longa foi um sucesso estrondoso, deu origem a duas sequências e conquistou o Oscar de melhor filme em 1973.
Succession (2018)

Ao longo de quatro temporadas, a série da HBO acompanha a poderosa família Roy, proprietária do conglomerado de mídia Waystar Royco. Tudo se inicia com o patriarca Logan Roy enfrentando problemas de saúde, o que leva seus quatro filhos a se movimentarem para assumir o comando dos negócios. A disputa empresarial logo se converte em uma luta por poder. Um clássico moderno, a produção conquistou três vezes o Emmy de melhor série dramática, em 2020, 2022 e 2024.
Casa Gucci (2021)

Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Lady Gaga e Adam Driver, o filme retrata a história da família por trás da grife italiana Gucci, a partir do relacionamento entre Maurizio Gucci, herdeiro do negócio, e Patrizia Reggiani. Inicialmente rejeitado pelo pai de Maurizio, Rodolfo, o casamento leva o casal a se aproximar do império familiar. Com o passar dos anos, porém, a ambição e as disputas pelo controle da empresa corroem a relação, culminando no assassinato de Maurizio, em 1995, cometido por um matador contratado por Patrizia.
Família Soprano (1999)

Outro clássico da televisão, Família Soprano acompanha a trajetória do mafioso Tony Soprano e sua vida dentro e fora do crime organizado. A série provocou uma transformação na televisão ao combinar o universo da máfia com uma abordagem psicológica dos personagens e dos conflitos domésticos. Embora a narrativa não se restrinja à família de Tony, as relações com a esposa, Carmela, os filhos, Meadow e Anthony, e os demais parentes recebem profundidade central para a trama. Entre os momentos mais marcantes está a morte de Christopher Moltisanti, sobrinho de Tony, pelas mãos do próprio protagonista.
Império (2014)

Assim como Quem Ama Cuida, Império é um exemplo de novela brasileira centrada em uma família poderosa, seguindo o clã Medeiros, liderado pelo comendador José Alfredo. A trama gira em torno da disputa pela rede de joalherias que sustenta a fortuna familiar. Os filhos de José Alfredo o ambicioso José Pedro, a favorita Maria Clara e o impulsivo João Lucas buscam conquistar espaço nos negócios do pai, enquanto Cristina, filha de um antigo amor do Comendador, também passa a integrar a disputa pelo legado do comendador. Exibida pela Globo entre 2014 e 2015, a novela conquistou o Emmy Internacional de melhor telenovela em 2015.
A Grande Família (2001)

Fugindo do tom mais sério e sombrio, A Grande Família, da TV Globo, fez um sucesso estrondoso ao apresentar a rotina da família Silva, tradicionais moradores da Zona Norte do Rio. A produção ficou no ar de 2001 até 2014 e contou com nomes de peso como Marco Nanini, Marieta Severo e Pedro Cardoso. Muitos dos personagens extrapolaram o limite da obra, tornando-se verdadeiras referências comuns nacionais, como o malando Agostinho Carrara.
Fonte: veja.abril.com.br