Capital registrou 74 infecções em dois meses, mais de sete vezes o número do mesmo período de 2025
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado, 31, que o governo federal reforçou o envio de vacinas contra a Mpox para o Rio de Janeiro diante do aumento de casos da doença. Em publicação nas redes sociais, Padilha disse que o Ministério da Saúde mantém vigilância ativa em conjunto com estados e municípios. “A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados”, reforçou.
MPOX: o @minsaude mantém vigilância ativa junto aos estados e municípios do país, e o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as
— Alexandre Padilha (@padilhando) October 31, 2026
A manifestação ocorre em meio à alta de casos na capital fluminense. Nos últimos dois meses, foram confirmadas 74 infecções, sendo 45 em setembro e outras 29 em outubro, segundo dados do Observatório Epidemiológico do município. O número é mais de sete vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve dez casos. Setembro teve o maior número de diagnósticos em um único mês na cidade nos últimos três anos.
Atualmente, dez pessoas estão internadas com Mpox no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos, na zona norte. A doença é causada por um vírus e pode provocar febre, dores no corpo e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções de pessoas infectadas, além do contato com objetos contaminados.
Apesar do aumento de casos, Padilha afirmou que o cenário atual é diferente do surto registrado há quatro anos. “É importante esclarecer que a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas, 1.527% a mais”, observou.
A vacinação contra a Mpox continua direcionada a grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV com comprometimento grave do sistema imunológico, profissionais de laboratório que atuam diretamente com o vírus e pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados.
Fonte: veja.abril.com.br