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Primeiras-damas no Senado: as quatro esposas de políticos eleitas para 2027

Sem cargos eletivos no currículo, esposas de ex-governantes iniciarão suas trajetórias em um dos cargos mais poderosos da República

Das doze mulheres eleitas para o Senado em 2026, quatro compartilham um traço pouco usual: são ex-primeiras-damas que, até vencer nas urnas no último domingo, 4, jamais haviam ocupado um cargo eletivo no poder público. Favorecidas pelo capital político de seus maridos, elas estrearão na política nacional em 2027 exercendo uma das funções mais poderosas da República.

Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, conquistou 938.496 votos em sua estreia nas urnas, tornando-se a senadora mais votada da história do Distrito Federal. Ela concorreu na chapa da governadora Celina Leão (PP), que venceu a disputa pela reeleição ao cargo no domingo.

Embora iniciante nas eleições, Michelle já era ampla conhecida do eleitorado por seu envolvimento direto nas articulações do clã Bolsonaro — seu lançamento oficial à política ocorreu em 2023, quando tornou-se a primeira presidente nacional do PL Mulher. Antes de se tornar primeira-dama do Brasil, ela trabalhou por quatro anos como assessora nos gabinetes de três deputados federais, incluindo do futuro marido.

Gracinha Caiado (União-GO), como é conhecida Maria das Graças Landim Caiado, é esposa do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e foi eleita com 1.458.522 votos, superando a votação do marido quando este conquistou um cargo no Senado em 2014. Desde junho de 2026, a ex-primeira-dama goiana é presidente da federação União Progressista (União-PP) em Goiás.

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Estreante nas urnas, Gracinha é produtora rural e conheceu Ronaldo Caiado na década de 1980, durante uma reunião da União Democrática Ruralista (UDR), então recém-fundada pelo político goiano. Embora não tenha experiência em cargos eletivos, ela acompanhou o esposo durante sua trajetória como deputado federal, senador e governador.

Rayssa Furlan (Podemos-AP) é casada com Antônio Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá. Com 264.799 votos, a ex-primeira-dama da capital conquistou a cadeira no Senado em 2026 no mesmo pleito em que o marido elegeu-se governador do Amapá. Em 2022, Rayssa já havia se candidatado a senadora pelo MDB, mas ficou em segundo lugar na disputa.

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A eleição do casal Furlan foi um duro baque para duas tradicionais forças políticas no Amapá: o senador Randolfe Rodrigues (PT), que perdeu a vaga para Rayssa e para o colega reeleito Lucas Barreto (PSD), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), aliado do governador Clécio Luís (União Brasil), derrotado na busca pela reeleição.

Marina JHC (PSDB-AL), nome eleitoral de Marina Antunes Candia e Figueiredo, é esposa de João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, conhecido pela sigla JHC. Usando a alcunha do marido, a ex-primeira-dama do estado somou 926.860 votos e elegeu-se senadora, tendo como primeira suplente a sogra Eudócia Caldas (PSDB), senadora e mãe de JHC — este, por sua vez, foi vitorioso na corrida ao Executivo e será governador de Alagoas a partir de 2027.

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Assim como no Amapá, a vitória eleitoral do “Casal JHC” em Alagoas frustrou os planos de um dos mais influentes caciques da política local: o senador Renan Calheiros (MDB), que perdeu a reeleição para Marina e para o rival Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara. O filho do emedebista, o ex-ministro Renan Filho (MDB), concorreu ao governo de Alagoas, mas perdeu para JHC já no primeiro turno.

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Fonte: veja.abril.com.br

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