O Partido Liberal oficializou nesta quarta-feira (4) o nome de Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado Federal na eleição marcada para fevereiro de 2027. Embora o pleito seja apenas no ano que vem, a sigla já decidiu antecipar a campanha para tentar levantar apoio suficiente a Marinho. A escolha faz parte da estratégia da legenda para ampliar a influência da oposição no comando do Congresso Nacional. Lula inicia reuniões para o próximo mandato e avalia Rafael Fonteles

O Partido Liberal oficializou nesta quarta-feira (4) o nome de Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado Federal na eleição marcada para fevereiro de 2027. Embora o pleito seja apenas no ano que vem, a sigla já decidiu antecipar a campanha para tentar levantar apoio suficiente a Marinho. A escolha faz parte da estratégia da legenda para ampliar a influência da oposição no comando do Congresso Nacional. Lula inicia reuniões para o próximo mandato e avalia Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda Governo Tarcísio critica retirada da maioridade penal da PEC da Segurança Com a maior bancada da Casa, de 29 senadores, o PL aposta na força numérica para tentar conquistar o comando do Senado. Mas Marinho precisará ampliar as alianças e conseguir pelo menos 41 votos para vencer a disputa. No lançamento da campanha, o PL falou na presença de 33 senadores, incluindo parlamentares do Novo, Republicanos e PP. O número ainda não é suficiente para garantir a eleição de Marinho. O principal adversário é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha pela recondução ao cargo e conta com o apoio de partidos do Centrão e de legendas governistas. Marinho, no entanto, enfrenta um desafio dentro da própria direita. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) manifestou interesse em disputar a presidência, o que exige uma articulação para evitar a divisão dos votos desse campo político. O senador do PL minimizou a divisão e disse que espera compor com Tereza Cristina, a quem chamou de parceira: Todos têm a legitimidade e a condição de se colocarem como candidatos, vão conversar com seus pares e buscar os apoios necessários para terem a maioria. O que nós estamos fazendo aqui dentro de um processo democrático. Vou repetir, a senadora Teresa é é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente, o senador Davi Alcolumbre, disse. Entre as propostas defendidas pelo PL está a mudança no sistema de votação, com a adoção do voto aberto, em substituição ao modelo secreto utilizado atualmente. Marinho também defende uma atuação mais independente do Senado em relação ao Supremo Tribunal Federal. A oposição pretende ampliar o espaço para discutir temas como o impeachment de ministros da Corte. Marinho, no entanto, negou usar isso como moeda de troca para se eleger: É evidente que nós não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição brasileira. Eu lhes afirmo que não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei. É o que diz a nossa Constituição". Quantos deputados, senadores, governadores, prefeitos, presidentes da República sofreram processos por ultrapassar limites legais? Então, se algum ministro do Supremo Tribunal Federal cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos. Esta será a segunda tentativa do senador de chegar ao comando da Casa. Em 2023, ele disputou a presidência contra Rodrigo Pacheco e foi derrotado por 49 votos a 32.
Fonte: cbn.globo.com