Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

PEC da Segurança volta ao debate no Senado nesta terça (3)

A PEC da Segurança Pública volta a debate no Senado na próxima terça-feira, tendo como principal ponto de divergência a redução da maioridade penal. O tema se tornou o principal entrave às negociações. Enquanto a oposição defende que nenhuma proposta sobre segurança avance sem a mudança da idade para responsabilização penal, o governo argumenta que a discussão deve ocorrer separadamente. Na base governista, também há divergências. Enquanto setores do governo defendem que o as


A PEC da Segurança Pública volta a debate no Senado na próxima terça-feira, tendo como principal ponto de divergência a redução da maioridade penal. O tema se tornou o principal entrave às negociações. Enquanto a oposição defende que nenhuma proposta sobre segurança avance sem a mudança da idade para responsabilização penal, o governo argumenta que a discussão deve ocorrer separadamente. Na base governista, também há divergências. Enquanto setores do governo defendem que o assunto não seja incorporado à PEC, por já tramitar em projetos específicos na CCJ, o líder do PT apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes violentos. A oposição, por sua vez, apresentou emenda de autoria do senador Rogério Marinho reduzindo a maioridade de 18 para 16 anos em todos os crimes e para 14 anos nos casos de crimes hediondos. O especialista em Segurança Pública Fagner Oliveira avalia que a discussão sobre a redução da maioridade penal precisa ser aprofundada. Segundo ele, estudos da economia do crime mostram que o simples aumento das penas não produz, necessariamente, impacto direto na redução da criminalidade. "Entrando no sistema prisional, o que deveria ser um processo de ressocialização, ele acaba sendo uma escola do crime. A gente pode estar trazendo mais cedo essa pessoa à criminalidade e às facções criminosas. Então, esse é um ponto que sempre vai ser destaque e sempre é um problema por conta da forma que está o sistema prisional hoje. Por outro lado, a gente passa por uma crise momentânea e as pessoas também não aguentam ver mais pessoas que se enquadram como criança ou adolescente, nesse caso, adolescente, que comete diversos crimes e logo em seguida está solto de novo". Uma das principais apostas do governo para combater as organizações criminosas, a PEC abre espaço para a criação do Ministério da Segurança. Aprovada pela Câmara em março, a Proposta de Emenda à Constituição foi analisada pela CCJ do Senado no dia 14 de outubro. O texto constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e estabelece que a segurança pública será exercida em regime de cooperação federativa. Além de endurecer as penas para lideranças de facções e milícias, a PEC restringe a progressão de regime e prevê o cumprimento de penas em unidades de segurança máxima. Também estabelece medidas patrimoniais contra o produto do crime e amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: cbn.globo.com

Compartilhar