A investigação sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ganhou novos elementos e aponta agora para uma possível operação internacional, com participação de um ex-integrante do serviço secreto israelense, apoio logístico na Argentina e uma estrutura de transporte aéreo contratada nos Estados Unidos. O israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, teria acompanhado o senador desde Brasília até a fronteira com a Argentina. As informações foram reveladas ont

A investigação sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ganhou novos elementos e aponta agora para uma possível operação internacional, com participação de um ex-integrante do serviço secreto israelense, apoio logístico na Argentina e uma estrutura de transporte aéreo contratada nos Estados Unidos. O israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, teria acompanhado o senador desde Brasília até a fronteira com a Argentina. As informações foram reveladas ontem em uma reportagem do Fantástico, da TV Globo. Ele estava em uma van que cruzou a divisa sete minutos antes de outro veículo associado à família Bolsonaro. Halevy estava acompanhado do advogado Roberto Jorge Alexandre, que já atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos migratórios argentinos também revelaram uma movimentação considerada suspeita pelos investigadores. Flávio aparece com três registros de entrada no país em um intervalo de 34 minutos. O primeiro foi feito com o passaporte italiano. Os outros dois, com a carteira de motorista e o passaporte brasileiro, acabaram cancelados. A investigação aponta ainda que a operação, batizada de Alba, teria sido planejada antes mesmo do segundo turno das eleições. A mulher e as duas filhas do senador teriam utilizado um trajeto separado até a Argentina, de onde a família embarcou em um jato executivo com destino a Miami, nos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga ainda a possível utilização de uma aeronave ligada ao advogado Willer Tomaz, que nega ter fornecido aviões para a viagem. Já o voo internacional custou 150 mil dólares, segundo o proprietário da empresa argentina responsável pelo transporte informou ao Fantástico. A contratação teria sido intermediada por um profissional do setor de aviação nos Estados Unidos, mas o nome não foi revelado. A possível participação de integrantes do governo argentino também está no radar das autoridades brasileiras. O Itamaraty chegou a convocar uma representante diplomática da Argentina para cobrar explicações sobre o apoio logístico que teria sido oferecido ao senador. Flávio deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes e proibir sua saída do território nacional. A Polícia Federal tenta agora identificar todos os envolvidos na operação, esclarecer quem financiou a estrutura logística e apurar se houve participação de agentes públicos estrangeiros no caso.
Fonte: cbn.globo.com