Levantamento da PwC Strategy& e do 30% Club Brasil mostra também que 11 companhias ainda não têm mulheres nos colegiados
A participação feminina nos conselhos de administração das empresas que integram o IBrX100, índice da B3 que reúne as principais companhias da bolsa brasileira, cresceu 28% desde 2021. Em julho de 2026, as mulheres ocupavam 21,09% das cadeiras, ante 20,91% em 2025, segundo o estudo Boardwomen Index IBrX100 2026, elaborado pela PwC Strategy& em parceria com o 30% Club Brasil e compartilhado com exclusividade com Veja Negócios.
Apesar do avanço acumulado de 4,66 pontos percentuais em cinco anos, apenas 19 companhias atingiram ou superaram a meta de ter ao menos 30% de mulheres nos conselhos. Desse grupo, dez já estavam nessa posição em 2025, enquanto nove entraram no levantamento neste ano.
A Porto Seguro lidera o ranking, com 57,14% de mulheres no conselho de administração, seguida por Santander Brasil (55,56%), Banco do Brasil (50%), B3 (45,45%) e ISA Energia (44,44%). Também aparecem entre as empresas com maior representatividade feminina Caixa Seguros e Totvs, ambas com 42,86%, e Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, com 41,67%.
Natura, Magazine Luiza e Auren registram participação feminina de 37,5% cada. Na outra ponta, de acordo com os dados apresentados, 11 companhias ainda não têm mulheres em seus conselhos: Bradsaúde, Brava, CVC Brasil, Eneva, Grupo Mateus, Intelbras, JHSF Part, Moura Dubeux, Movida, Sid Nacional e Simpar.
A pesquisa também identificou 13 empresas com mulheres ocupando entre 25% e 29% das cadeiras, próximas da meta de 30%. Entre elas estão Bradesco, Petrobras e Braskem, com 27% cada, além de Copasa e CPFL Energia, ambas com 29%.
Os números mostram que a diversidade de gênero conquistou espaço na agenda de governança corporativa, mas o ritmo de mudança ainda é insuficiente para fechar a lacuna existente, afirma Anna Guimarães, presidente do Conselho Consultivo do 30% Club Brasil.
O estudo considerou a composição dos conselhos das empresas integrantes do IBrX100 em 1º de julho de 2026. As informações foram coletadas nos sites de relações com investidores e verificadas com base em atas de assembleias gerais ordinárias, currículos e perfis profissionais.
Fonte: veja.abril.com.br