O agora ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira (5) que renunciaria ao cargo máximo do país. Ao longo da história republicana e democrática recente do Paraguai, o país registrou processos marcantes de interrupção de mandatos, incluindo duas renúncias presidenciais definitivas em contextos de crises agudas no período pós-ditadura. O episódio mais recente ocorreu com Santiago Peña, que renunciou em 5 de novembro de 2026 pressionado por uma severa crise fin

O agora ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira (5) que renunciaria ao cargo máximo do país. Ao longo da história republicana e democrática recente do Paraguai, o país registrou processos marcantes de interrupção de mandatos, incluindo duas renúncias presidenciais definitivas em contextos de crises agudas no período pós-ditadura. O episódio mais recente ocorreu com Santiago Peña, que renunciou em 5 de novembro de 2026 pressionado por uma severa crise financeira e política decorrente da insolvência e fechamento do banco digital Ueno Bank, do qual havia sido acionista. Peña apresentou sua renúncia para votação no Congresso paraguaio num momento em que perdia sua base aliada e enfrentava um processo de impeachment aberto no Legislativo. Historicamente, o Paraguai já havia passado por uma situação semelhante com Raúl Cubas Grau, em março de 1999, durante o histórico episódio conhecido como "Marzo Paraguayo". Naquela ocasião, sua saída ocorreu em meio a intensos protestos populares e à iminência de um julgamento de impeachment, após o assassinato do então vice-presidente Luis María Argaña. Fernando Lugo também deixou a Presidência antes do fim do mandato, em 2012, mas foi destituído por impeachment, não renunciou.
Fonte: cbn.globo.com