Projeto de adolescente americana combina métodos matemáticos para agilizar respostas a emergências
A estudante americana Isabel Rossi, de 14 anos, desenvolveu um novo modelo algorítmico que pode melhorar em 16,7% a detecção de terremotos, com a instalação de cinco sensores adicionais. A proposta testa diferentes posicionamentos para sensores de atividade sísmica para descobrir a distribuição mais eficaz dos equipamentos, visando respostas mais rápidas a emergências.
Para chegar aos resultados, Isabel analisou, durante seis meses, registros de terremotos anteriores e informações sobre sensores já instalados na região de Los Angeles, na Califórnia. Ela comparou as configurações usando dois métodos matemáticos, o da soma ponderada e o da negociação de Nash, e também utilizou em sua análise a fronteira de Pareto, uma forma de comparar soluções.
Desenvolvido via simulações de computador, o modelo ainda não foi testado na prática – mas deve contribuir na instalação de sensores, principalmente em regiões mais remotas ou onde há menos recursos disponíveis.
Pelo projeto, intitulado “Ouvindo nos Lugares Certos: Teoria dos Jogos e Otimização para Posicionamento de Sensores de Terremoto”, a jovem da Virgínia, nos Estados Unidos, está entre os 30 finalistas de uma competição nacional de inovação científica: o Desafio de Jovens Inovadores da Thermo Fisher Scientific, que reconhece projetos de alunos do ensino fundamental no país. Os competidores concorrem a mais de US$ 100 mil em prêmios, incluindo US$ 25 mil para o primeiro lugar, que será conhecido em Washington, D.C., entre 23 e 28 de outubro.
Fonte: veja.abril.com.br